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Arquipelago de Origem:
Lisboa (cidade)
Data da Peça:
1999-00-00
Data de Publicação:
05/07/2021
Autor:
Manuel Amado
Chegada ao Arquipélago:
2021-07-05
Proprietário da Peça:
Espólio Eduardo Lourenço
Proprietário da Imagem:
Imagem do Centro Nacional de Cultura, Eduardo Lourenço.com.
Autor da Imagem:
Centro Nacional de Cultura
Pedido de texto para catálogo a Eduardo Lourenço, Manuel Amado, exposição Viagem à volta de uma estação abandonada, 1999, Lisboa, Portugal

Categorias
    Descrição
    Pedido de texto para catálogo a Eduardo Lourenço.
    (1923-2020)
    Carta de Manuel Amado (1938-2019) para texto de apresentação da exposição da série Viagem à volta de uma estação abandonada, apresentada na Galeria Antiks-Design, em Lisboa, 2000, que haveria de ter o título “Espelho sem imagem” e, posteriormente, foi incluído no volume Da Pintura, publicado pela Gradiva em 2017.
    Imagem do Centro Nacional de Cultura, Eduardo Lourenço.com.

    Caro Professor Eduardo Lourenço
    aqui lhe envio as fotografias das pinturas da minha próxima exposição.
    Servem apenas como referência visto que as cores nunca representam bem as originais.
    Eu e a Teresa desejamos a continuação do seu restabelecimento e enviamos as nossas mais respeitosas saudações. Manuel Amado

    Eduardo Lourenço Faria nasceu em 23 de maio de 1923, em S. Pedro do Rio Seco, no concelho de Almeida, na Beira Alta. O mais velho de 7 irmãos e filho de um militar do exército, depois capitão Aníbal de Faria, frequentou a escola primária da aldeia onde nasceu e matriculou-se, posteriormente, no Colégio Militar (92/1934), em Lisboa, onde concluiu o curso em 1940. Professor, filósofo, escritor, crítico literário, ensaísta, interventor cívico, várias vezes galardoado e distinguido, Eduardo Lourenço foi um dos pensadores mais proeminentes da cultura portuguesa, escrevendo várias obras sobre a sociedade e identidade portuguesa. O Labirinto da Saudade (discurso crítico sobre as imagens que de nós próprios temos forjado”, nas palavras do autor)​, Fernando, Rei da Nossa Baviera, Os Militares e o Poder foram algumas das suas principais obras. O Labirinto da Saudade, impiedosa exposição do irrealismo nacional, tornou-o conhecido do grande público e transformou-o no pensador de serviço da nação. Ouvi-lo pensar ao vivo foi um dos privilégios do Portugal democrático. Mas a poesia era a sua verdadeira casa, e foi no confronto com o génio de Fernando Pessoa (1888-1935) que o seu pensamento mais luminosamente brilhou O maior ensaísta português do século XX, morreu, premonitoriamente, a 1 de dezembro de 2020, aos 97 anos (adaptado de Luís Miguel Queirós).
    Manuel A. Sotto-Mayor da Silva Amado (1938-2019) nasceu em Lisboa, tendo vivido no antigo Palácio Pimenta, hoje Museu da Cidade de Lisboa. Fez o curso do liceu no colégio Moderno, durante o qual se dedicou assiduamente ao teatro. Iniciou as suas experiências em pintura em 1956, atividade que nunca abandonou no seu quotidiano privado. Terminou o curso superior de arquitetura em 1965, passando a exercer desde então a profissão de arquiteto. Executou diversos cenários em colaboração com diferentes grupos de teatro, entre os quais o Teatro Universitário de Lisboa e o Grupo 4. Participou a partir de 1974, em várias exposições coletivas de pintura. Com o incentivo do pintor seu amigo Artur do Cruzeiro Seixas (1920-2020), expôs individualmente na Galeria da Junta de Turismo da Costa do Sol, em 1978, Galeria S. Mamede, Árvore, Nazoni e outras, expondo depois com regularidade em Portugal e no estrangeiro. Começou a colaborar com a Manufactura de Tapeçarias de Portalegre em 1993.