Peças do Museu de Etnologia, 1940 a 1950, Lisboa, Portugal
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Descrição
Peças do Museu de Etnologia
Máscara de Circuncisão, Tchokwe, Saurimbo (Henrique de Carvalho), Angola. Adquirida, em 1967, a António Carreira.
Cesto Quilengues, Huíla, Angola, adquirido, em 1965, a António Carreira.
Urna funerária dos Marajós, recolhida no Teso (cemitério) dos Camutins, ilha de Marajó, região do Lago Ararí, Estado do Pará, Brasil.
Compra a Victor Bandeira (1931-2024), 1964.
Máscara Sogow, cabeça de macaco, Ségou, Mali, doação de Francisco Capelo, 2004.
Fotografia de 2000 (c.),
Museu Nacional de Etnologia, Lisboa, Portugal
O Museu Nacional de Etnologia foi criado pelo grupo de trabalho de Jorge Dias (1907-1973) e Margot Dias (1908-2001), Fernando Galhano (1904-1995), Ernesto Veiga de Oliveira (1910-1990) e Benjamim Enes Pereira (1928-2020), primeiro, na Universidade do Porto e no Centro de Estudos de Etnologia Peninsular, fundado em 1945 por António Mendes Corrêa (1888-1960), passando depois à Universidade de Coimbra, onde Jorge Dias leciona entre 1952 e 1956, e neste último ano, a Lisboa, onde se fixa, passando a lecionar no Instituto Superior de Estudos Ultramarinos e na Faculdade de Letras. Foi este grupo, a partir de 1962, que foi responsável pela montagem, primeiro, do Museu de Etnologia do Ultramar, mas a partir de 1965, Museu Nacional de Etnologia, construído, depois, em 1976, por coincidência, na Avenida da Ilha da Madeira, com projeto do arquiteto António Saragga Seabra (). O acervo do museu é vasto e diversificado, contando com cerca de 42.000 peças representativas de 80 países dos cinco continentes, com especial destaque para culturas africanas, asiáticas e ameríndias, bem como para a cultura tradicional portuguesa.
O Museu Nacional de Etnologia com o falecimento de Jorge Dias em 1973, passa à direção de Ernesto Veiga de Oliveira e que, a partir desses anos, dirige uma série de campanhas de recolha de material da vida rural portuguesa, levadas a cabo, especialmente, por Benjamim Eanes Pereira e, depois, da responsabilidade de estudo e de exposição deste último. Destas campanhas e no quadro das recolhas alargadas de todo o território nacional da vida rural, entrou no Museu Nacional diverso material, tanto da Madeira como dos Açores, tendo sido nesse quadro que nasceu a ideia de montar na Ilha um museu dedicado à etnografia insular e local.