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Arquipelago de Origem:
Paris
Data da Peça:
1970-00-00
Data de Publicação:
28/10/2020
Autor:
Pablo Picasso
Chegada ao Arquipélago:
2020-10-28
Proprietário da Peça:
Herdeiros de Pablo Picasso
Proprietário da Imagem:
Fundação Mapfre de Madrid/El Pais
Autor da Imagem:
Fundação Mapfre de Madrid/El Pais
Paletas de Pablo Picasso, 1970 (c.), Fundação Mapfre, fevereiro de 2014, Madrid, Espanha

Categorias
    Descrição
    Paletas de Pablo Picasso.
    Pablo Picasso (1881-1973)
    Exposição Picasso na oficina na Fundação Mapfre de Madrid, 12 de fevereiro a 11 de maio de 2014. Espanha.

    Do percurso pelas salas da fundação na Rua de Recoletos, que abrigam 80 telas, 60 desenhos e gravuras, 20 fotografias e mais de uma dezena de paletas, se depreende que nosso homem não só labutou para encarnar com enorme sucesso o ideal do artista para o mundo e a posteridade; também se dedicou a fundo em contar essa história de si mesmo. Como prova definitiva valeria o fato de que o tema do pintor e a modelo “irrompe com força na sua obra a partir de 1927 e se mantém até o final”, como explica a curadora Maite Ocaña que, entre as infinitas aproximações possíveis ao inesgotável artista, optou por centrar seu foco nos “espaços do trabalho criativo, que além do mais oferecem uma representação fiel e diária da sua cotidianidade”. Dito de outra forma: esta é uma exposição sobre as manias do gênio em seu trabalho, sim, mas que, acima de tudo, nos fala da sua forma de ser e estar na intimidade criativa do estúdio.
    Os pincéis ressecados, rachados e a paleta do artista, cheia de manchas da lenda, despedem o visitante da mostra Picasso na oficina (de 12 de fevereiro a 11 de maio na Fundação Mapfre de Madrid). Erguem-se num canto, em precário equilíbrio, real e figurado, na última sala do percurso, tal qual os deixou o pintor, garantem os herdeiros. Embora aqui tenham vindo para servir a outras finalidades: nada menos que provar que o que se acabou de ver aconteceu de verdade e que a extraordinária peripécia de obsessões de Picasso foi algo mais de uma construção mitológico do heroico século XX convenientemente embrulhado para ser consumido no século XXI (El Pais, 13 fev. 2014).
    Pablo Ruiz y Picasso (1881-1973) foi um dos artistas plásticos mais relevantes do século XX, não só pela qualidade e inovação da obra desenvolvida, considerado como o grande representante do Cubismo, uma das principais fases do Movimento Modernista, como pela sua enorme longevidade e permanente exposição nos média. Nascido em Málaga, na região de Andaluzia, no dia 25 de outubro de 1881, recebeu o nome completo de Pablo Diego José Francisco de Paula Juan Nepomuceno María de los Remedios Cipriano de la Santísima Trinidad Ruiz y Picasso, sendo filho do professor de desenho José Ruiz Blasco, com quem aprendeu suas primeiras lições de arte, e de Maria Picasso y López. Começou sua produção aos 8 anos e, ainda na adolescência, já era considerado um menino prodígio na Escola de Arte de Barcelona, para onde a família se transferiu em 1895. Picasso fez sua primeira viagem a Paris em 1900, mas só se veio a ali fixar no ano seguinte, integrando depois um seleto grupo do bairro de Montmartre, liderado pela escritora norte-americana Gertrude Stein (1874-1946). Assinando, então, Pablo Ruiz y Picasso, a partir de 1901 passa a assinar quase sempre somente como Picasso, variando continuamente as técnicas e os materiais que foi utilizando, não tendo deixado de se projetar progressivamente nos anos seguintes como um dos principais artistas da sua geração e, depois, do seu tempo. Em 1925, por exemplo, expõe na galeria Weyhe, Nova Iorque e em 1927, e Boston, USA, com Louvencen, Mayol (Aristides Maillol, 1861-1944) e Francisco Franco (1889-1959), onde este último vende 6 desenhos.