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Arquipelago de Origem:
Paleta do rei Narmer, 3.000 a.C., Museu Egípcio do Cairo, Egipto
Data da Peça:
3000-00-00 00:00:00
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Paleta do rei Narmer, 3.000 a.C., Museu Egípcio do Cairo, Egipto

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    Descrição
    Paleta do rei Narmer
    Narmer Palette.
    Esteatite esculpida, 3000 a.C.
    Museu Egípcio do Cairo, Egipto.

    Paleta comemorativa de uma vitória do rei Narmer ou Menes contra os Núbios, mas cuja escrita ainda não foi totalmente decifrada. A paleta de Narmer, verdadeira cédula de nascimento do Egipto, marca já o futuro, mas também evoca o passado. Os tempos pré-dinásticos da cultura de Nagada (c. 4000-3000 a. C.) estão patentes não só no objeto em si, na sua forma e no material, iras igualmente na arma que o rei exibe. Afinal, a peça, colocada como oferta votiva num santuário, é herdeira das placas pré-dinásticas onde já se notava um insistente pendor pelas formas simétricas, e a arma, que virá a ser um dos símbolos faraónicos, é a velha maça dos caçadores neolíticos. O chefe tribal tornou-se rei. As duas coroas que usa apresentam-no como rei do Alto e do Baixo Egipto (nesu-biti), como senhor das Duas Terras (neb Taui), a pera assimila-o à divindade, a cauda de touro faz dele o terror dos inimigos e o reprodutor viril, os ceptos atestam a sua realeza, os súbditos diminuem-se perante ele, os inimigos humilham-se. O falcão está presente: é Hórus, protetor da realeza, e dado que o rei se apresenta como Hórus vivo, ele também é o falcão.