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Arquipelago de Origem:
Ajuda
Data da Peça:
1850-00-00 00:00:00
Data de Publicação:
15/02/2021
Autor:
Louis Le Breton
Chegada ao Arquipélago:
2021-02-15
Proprietário da Peça:
BNP
Proprietário da Imagem:
BNP
Autor da Imagem:
Louis de Breton/BNP
Palácio Real da Ajuda, litografia de Louis Le Breton 1850 (c.), Palácio Nacional da Ajuda, Lisboa, Portugal

Categorias
    Descrição
    Lisbonne: Vue du palais d’Ajuda
    Louis Lebreton (1747-1819), 1850 (c.)
    Paris: chez Bulla Fr.es; Lisboa: Manuel Costenla, rua das Portas de St. Catarina, 18.
    Biblioteca Nacional de Portugal, Lisboa, Portugal

    O conjunto do Palácio Nacional da Ajuda é o paradigma do Neoclássico em Portugal sendo um conjunto de obras ainda hoje inacabadas. A família real perdera o Palácio da Ribeira, totalmente destruído pelo Terramoto de 1755 e pelo posterior incêndio, ficando totalmente inabitável. Para mais, o rei D. José passou, com o susto, a nunca mais dormir sob um teto de pedra, passando, quase sempre, a utilizar tendas para dormir. A residência real foi, entretanto, improvisada no Alto da Ajuda, em madeira, passando o conjunto improvisado a ter a designação de Real Barraca, assim se mantendo até que um novo incêndio, em 1794, a destruiu novamente, salvando-se a torre da Capela Real, dada a demolição do passadiço que a ligava à Real Barraca. Foi então decidido construir de raiz um novo palácio real, assunto que o príncipe regente D. João entregou ao arquiteto Manuel Caetano de Sousa (1742-1802), que apresenta um projeto perfeitamente Barroco, mas sendo o lançamento da primeira pedra celebrado a 9 de Novembro de 1795. Ainda no início da construção, chegaram a Portugal dois arquitetos vindos da escola de Bolonha e seguidores da nova corrente de inspiração neoclássica, que exerceram influência junto do Príncipe conseguindo colocar de parte o projeto barroco e propor um outro mais ao gosto da época. Estes dois arquitetos, o italiano Francisco Xavier Fabri (1761-1817) e o português José da Costa e Silva (1747-1819) vieram a ser encarregados, em 1802, de modificar o anterior projeto, tendo José da Costa e Silva defendido o aproveitamento da estrutura já construída adaptando-a ao novo projeto. As obras do Palácio Nacional da Ajuda, até pela saída, entretanto, da Família Real para o Brasil, arrastaram-se ao longo da primeira metade do séc. XIX, tendo ali trabalhando os mais importantes artistas nacionais, ou ao serviço de Portugal, como Domingos Sequeira (1768; 1837), Arcangelo Foschini (1771; 1834), Cirilo Wolkmar Machado (1748; 1823), Machado de Castro (1731; 1822) e João José de Aguiar (1769-1834), que se dedicaram à decoração dos tetos e fachadas.