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Arquipelago de Origem:
Bairro Alto
Data da Peça:
1877-00-00
Data de Publicação:
01/08/2022
Autor:
Henrique Carlos Afonso
Chegada ao Arquipélago:
2022-08-01
Proprietário da Peça:
Privado
Proprietário da Imagem:
Privado
Autor da Imagem:
Privado
Palacete Ribeiro da Cunha, Henrique Carlos Afonso, 1877, fotografia de 2015 (c.), Largo Príncipe Real, Bairro Alto, Lisboa

Categorias
    Descrição
    Palacete José Ribeiro da Cunha
    (1813-1883)
    Projeto do arquitecto Henrique Carlos Afonso, 1877.
    Fotografia de 2015 (c.).
    Largo Príncipe Real, Bairro Alto, Lisboa.

    Palacete que nunca teve utilização essencialmente residencial, embora para tal tenha sido edificado. Terminada a sua construção, em 1879, começou por funcionar como centro de reuniões de colaboradores com o proprietário. Este capitalista não gozou, por muito tempo da comodidade e bem-estar que o palacete com certeza lhe proporcionaria já que faleceria quatro anos depois a 19 de setembro de 1883. Em 1911, o palacete foi vendido por D. Maria Carlota Paiva Cunha (c. 1820-1912) ao capitalista Ernesto Henrique Seixas (1875-1920). No ano seguinte iniciam-se as obras de alteração e ampliação, designadamente a construção de uma estufa. Mais tarde, em 1916, foi construído um pavilhão para serviço de cavalariças e carruagens. Adquirido pela família do médico tisiólogo Lopo José Figueiredo de Carvalho (1857-1922), que nele viverá pontualmente, ocupando depois a família apenas o último piso até 1997. Desde 1965, pontualmente e, de 1980 até 2005, a Reitoria da Universidade Nova de Lisboa instalou-se nos pisos restantes do edifício. José Ribeiro da Cunha (II) (1854-1915). Nascido na área de Algés a 5 de dezembro de 1854, era filho do importante financeiro também José Ribeiro da Cunha (1813-1883), que tinha feito fortuna na exploração do contrato de tabaco e, entre 1871 e 1877, levantou um palacete na área da Patriarcal Queimada, hoje Largo Príncipe Real, nos finais do século passado sede da reitoria da Universidade Nova de Lisboa. O filho, bacharel em direito pela Universidade de Coimbra, tendo casado no Funchal com Josefina de Ornelas e Vasconcelos de Castelo Branco Manoel (1864-1919), filha do 2.º Barão de São Pedro (1837-1911) , quadro superior do Ministério dos Negócios Estrangeiros, o sogro chamou-o à carreira diplomática, sendo governador civil do Funchal com o gabinete Regenerador Hintze-Franco (1849-1907) e (1855-1929), entre 9 de abril de 1896 e 4 de fevereiro de 1897. Ribeiro da Cunha secretariou depois a delegação portuguesa à Conferência de Paz de Haia, em 1899, que integrava o conselheiro Agostinho de Ornelas de Vasconcelos (1836-1901) e o filho Aires de Ornelas (1866-1930) , sendo colocado à última hora, de novo, como governador do Funchal para receber a Visita Régia de junho de 1901. Voltaria a ocupar o lugar em 1906 e, ainda em 1910, estando em São Lourenço quando se deu a aclamação da República, sendo assim o único que ocupou este lugar por quatro vezes. Viria a falecer, em Lisboa, a 14 de maio de 1915, atingido por estilhaços de uma granada lançada contra a sua residência no Alto de Santa Catarina.