Image
Arquipelago de Origem:
Bairro Alto
Data da Peça:
1878-00-00
Data de Publicação:
01/08/2022
Autor:
Henrique Carlos Afonso
Chegada ao Arquipélago:
2022-08-01
Proprietário da Peça:
Arquivo da Câmara Municipal de Lisboa
Proprietário da Imagem:
Arquivo da Câmara Municipal de Lisboa
Autor da Imagem:
Arquivo da Câmara Municipal de Lisboa
Palacete Ribeiro da Cunha, Henrique Carlos Afonso, 1877, fotografia de 1878 a 1879, Largo Príncipe Real, Bairro Alto, Lisboa

Categorias
    Descrição
    Palacete Ribeiro da Cunha
    (1813-1883)
    Projeto do arquitecto Henrique Carlos Afonso, 1877.
    Fotografia de 1878 a 1879 (c.).
    Largo Príncipe Real, Bairro Alto, Lisboa.

    Palacete que nunca teve utilização essencialmente residencial, embora para tal tenha sido edificado. Terminada a sua construção, em 1879, começou por funcionar como centro de reuniões de colaboradores com o proprietário. Este capitalista não gozou, por muito tempo da comodidade e bem-estar que o palacete com certeza lhe proporcionaria já que faleceria quatro anos depois a 19 de setembro de 1883. Em 1911, o palacete foi vendido por D. Maria Carlota Paiva Cunha (c. 1820-1912) ao capitalista Ernesto Henrique Seixas (1875-1920). No ano seguinte iniciam-se as obras de alteração e ampliação, designadamente a construção de uma estufa. Mais tarde, em 1916, foi construído um pavilhão para serviço de cavalariças e carruagens. Adquirido pela família do médico tisiólogo Lopo José Figueiredo de Carvalho (1857-1922), que nele viverá pontualmente, ocupando depois a família apenas o último piso até 1997. Desde 1965, pontualmente e, de 1980 até 2005, a Reitoria da Universidade Nova de Lisboa instalou-se nos pisos restantes do edifício. José Ribeiro da Cunha (II) (1854-1915). Nascido na área de Algés a 5 de dezembro de 1854, era filho do importante financeiro também José Ribeiro da Cunha (1813-1883), que tinha feito fortuna na exploração do contrato de tabaco e, entre 1871 e 1877, levantou um palacete na área da Patriarcal Queimada, hoje Largo Príncipe Real, nos finais do século passado sede da reitoria da Universidade Nova de Lisboa. O filho, bacharel em direito pela Universidade de Coimbra, tendo casado no Funchal com Josefina de Ornelas e Vasconcelos de Castelo Branco Manoel (1864-1919), filha do 2.º Barão de São Pedro (1837-1911) , quadro superior do Ministério dos Negócios Estrangeiros, o sogro chamou-o à carreira diplomática, sendo governador civil do Funchal com o gabinete Regenerador Hintze-Franco (1849-1907) e (1855-1929), entre 9 de abril de 1896 e 4 de fevereiro de 1897. Ribeiro da Cunha secretariou depois a delegação portuguesa à Conferência de Paz de Haia, em 1899, que integrava o conselheiro Agostinho de Ornelas de Vasconcelos (1836-1901) e o filho Aires de Ornelas (1866-1930) , sendo colocado à última hora, de novo, como governador do Funchal para receber a Visita Régia de junho de 1901. Voltaria a ocupar o lugar em 1906 e, ainda em 1910, estando em São Lourenço quando se deu a aclamação da República, sendo assim o único que ocupou este lugar por quatro vezes. Viria a falecer, em Lisboa, a 14 de maio de 1915, atingido por estilhaços de uma granada lançada contra a sua residência no Alto de Santa Catarina.