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Arquipelago de Origem:
Lisboa (cidade)
Data da Peça:
1886-00-00 00:00:00
Data de Publicação:
20190701
Autor:
José Malhoa
Chegada ao Arquipélago:
2019-07-01 00:00:00
Proprietário da Peça:
Privado
Proprietário da Imagem:
Privado
Autor da Imagem:
Privado
Os Pretos de São Jorge, óleo de José Malhoa, 1886, Lisboa, Portugal

Categorias
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Descrição
Os Pretos de São Jorge.
Óleo sobre tela, 41 x 60 cm.
José Malhoa (1855-1933), 1886.
Coleção particular, Lisboa, Portugal

Exposição África Reencontrada. O Ritual e o Sagrado em duas coleções públicas portuguesas, 25 de novembro de 2018 a 21 de abril de 2019, Padrão dos Descobrimentos, Câmara Municipal de Lisboa, Portugal, p. 39.

O grupo musical de São Jorge, conhecido por os Pretos de São Jorge, foi uma das faces mais visíveis e originais da heterogénea comunidade africana escravizada que habitou Lisboa durante mais de quatro séculos. A ambivalência do grupo é evidente. Por um lado, era-lhe permitido que animasse as ruas da capital dias antes da procissão do Corpo de Deus, espaço e tempo de aparente liberdade que era aproveitado para demonstrar uma expressão musical simbiótica, entre a originalidade africana e a aculturação ocidental. Por outro lado, estava vinculado ao aparato comportamental católico, que desenvolveu formas de controlar mulheres e homens escravizados, sobretudo através da integração dos negros em cerimónias religiosas. Proibido na reforma processional mandada executar por D. João V, estes músicos reapareceram nas festividades do Corpo de Deus no século XIX com a extravagância de outrora, tendo sido pintado por José Malhoa e Roque Gameiro, fotografado por Joshua Benoliel e enaltecido na crónica mordaz de Fialho de Almeida. Exuberância, Paulo Almeida Fernandes, Museu de Lisboa, Palácio Pimenta, p. 39.