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Arquipelago de Origem:
Serra Leoa
Data da Peça:
1500-00-00
Data de Publicação:
22/05/2024
Autor:
Oficina sapi-portuguesa
Chegada ao Arquipélago:
2024-05-22
Proprietário da Peça:
Galeria Nacional da Austália
Proprietário da Imagem:
Galeria Entwistle de Paris
Autor da Imagem:
Galeria Entwistle de Paris
Olifante ou trompa de caça de aparato sapi-portuguesa da Galeria Nacional da Austrália, em Canberra, 1500 (c.), Austrália.

Categorias
    Descrição
    Olifante.
    Marfim de elefante entalhado, 71 cm.
    Oficina sapi-portuguesa, 1495 a 1525, 1500 (c.).
    Serra Leoa
    Dada como tendo pertencido a Fernando II (1452–1516), rei de Aragão, Sicília e Nápoles e a Isabel, a Católica (1451–1504), rainha de Castela e Leão, depois ao neto Carlos V (1500–1566) e ao bisneto Filipe II (1527–1598) de Castela, passando depois a George Ashby (1539-1618) e descendentes. Não se entende, nem bem a articulação dos mesmos, nem a base documental, para a hipótese de ter ido com Filipe II para Inglaterra, em princípio, quando se casou com Maria Tudor (1516-1558), em 1554 e onde esteve até 1558. Saliente-se que a ficha de Canberra é bem mais convincente.
    Galeria Entwistle de Paris, França, que a vendeu, em novembro de 1978, à Galeria Nacional da Austrália, em Canberra.

    Um exemplar em Madrid, hoje exposto no Museu Nacional de Artes Decorativas, que ostenta as armas de D. Manuel I (1469-1521) e sucessores, com a divisa ALEU, que significa alodial, ou seja com propriedade anterior, foi uma das divisas utilizadas pela Casa de Avis e seus diretos colaboradores, como D. Pedro de Meneses (c. 1370-1437), governador de Ceuta, pode ter sido enviado por Filipe II (1527–1598) de Castela, depois de ser também rei de Portugal, em 1581 e nesses anos ter vivido em Lisboa. As gravações parecem inspirar-se nas publicadas no Horae Beatae Mariae Virginis, publicado em Paris, em 1498. Existe exemplar semelhante em Washington, ligeiramente maior e nos inventários do guarda-roupa de D. Manuel figuravam 4 exemplares destas trompas africanas.
    A ideia da origem do exemplar que esteve Drumond Castle foi lançada, com reservas e informações inglesas, pelo musicólogo Mário de Sampayo Ribeiro (1898-1966), 'O Olifante de Drumond Castle', in: Panorama: Revue Portugaise d'Art et Tourisme, IV, 9 (1964), pp. 100-101, 103, 109, 139-141; idem, 'O Olifante de Drumond Castle', in: Ocidente, Volume LXVII, no. 6, 1964, pp. 252-259.