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Arquipelago de Origem:
São Pedro (Funchal)
Data da Peça:
1920-00-00 00:00:00
Data de Publicação:
20191227
Autor:
Fotografia Vicentes
Chegada ao Arquipélago:
2019-12-27 00:00:00
Proprietário da Peça:
ABM
Proprietário da Imagem:
ABM
Autor da Imagem:
ABM
Oficiais do Regimento de Caçadores 27, Quartel do Colégio, 1920, Funchal, ilha da Madeira

Categorias
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Descrição
Oficiais do Regimento de Caçadores 27, Quartel do Colégio
Impressão digital atual a partir da digitalização de negativo original (vidro) em gelatina de sal de prata (?).
Fotografia Vicentes,1920, ABM, VIC
Antiga Horta dos Padres do Colégio do Funchal, ilha da Madeira

Na sequência da fotografia dos oficiais que haviam participado na guarda de honra da Visita Régia de 1901, várias forças militares passaram utilizar o mesmo espaço para se fotografarem, embora também o tivessem feito no pátio do Atelier Vicentes. O batalhão de Caçadores 12 passara a regimento em 1884 e, em 1899, passou à designação de Caçadores 27, designação que se manteve até 1926.
A fotografia parece indicar a entrada em funções do novo regulamento de uniformes, publicado a 22 de março de 1920, mas que não se afastava especialmente do anteriormente publicado a 29 de junho de 1916 e que sofrera sucessivas adaptações com entrada de Portugal na I Grande Guerra. Os oficiais fardam todos de cotim, como no antigo uniforme de campanha, então uniforme de serviço, desaparecendo a maior parte dos cintos e dos talabartes. Como pormenor interessante, os oficiais calçam botas com atacadores e quase de salto alto, de acordo com a então moda europeia do pós-guerra e usam bonés de pala preta, cartonada e polida, com francalete, algo longe do que se poderia entender por ?uniforme?, quer na altura quer na forma. A não uniformização é igualmente patente na colocação do número da unidade na gola do dólman, embora a maioria não o faça e, inclusivamente, do que parecem ser duas espingardas cruzadas, símbolo da arma de Infantaria.
Ao centro encontra-se o coronel de Infantaria Aires Luís de Castro, que desde 1918 e como tenente-coronel já comandava interinamente esta unidade, depois promovido e que, como coronel, passou ao seu comando efetivo a 28 de fevereiro de 1922, no qual se manteve até 1926. Um dos pormenores também interessantes desta fotografia é a presença, entre as pernas de um dos capitães sentados no chão, do pequeno cão mascote do regimento. A utilização de animais como mascotes de unidades militares em Portugal era de certa forma rara até à entrada na I Grande Guerra, mas a partir da qual e por influência inglesa, passou a ser prática perfeitamente usual e quase sempre patente nas fotografias de grupo.

Bibliografia: BOTELHO, TCor. J. e VICENTE, SAJ R. (2008), Regimento de Guarnição nº 3, das origens à actualidade, 1864-2008, Uma viagem ao passado pelas Unidades da Madeira, Funchal; CARITA, R. (1987), O Colégio Dos Jesuítas do Funchal, 2 vols., Funchal, GRM/SRE; id. (2014), A Companhia de Jesus na Madeira. História de um Monumento, Funchal, Associação Académica da Universidade da Madeira;