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Arquipelago de Origem:
Portugal
Data da Peça:
1914-00-00
Data de Publicação:
06/05/2020
Autor:
Tomás Leal da Câmara
Chegada ao Arquipélago:
2020-05-06
Proprietário da Peça:
Casa-Museu Leal da Câmara
Proprietário da Imagem:
Fundação Gulbenkian/Câmara Municipal de Sintra
Autor da Imagem:
Fundação Gulbenkian
O Javali Alemão, aguarela alusiva à Grande Guerra de Leal da Câmara, 1914, Lisboa, Portugal

Categorias
    Descrição

    O Javali Alemão.
    Tinta-da-china e aguarela sobre papel.
    Caricatura de Leal da Câmara, Lisboa, 1914.
    Fotografia para a exposição Tudo se Desmorona, alusiva à primeira Grande Guerra, Fundação Gulbenkian, julho de 2017.
    Casa-Museu Leal da Câmara, Rinchoa, Sintra, Portugal
     


    Tomás Leal da Câmara (Pangim, Índia Portuguesa, 30 nov. 1876; Rinchoa, Sintra, 21 jul. 1948). Filho de um oficial do Exército, Eduardo Inácio da Câmara e de Emília Augusta Leal, era pelo lado do pai descendente de um dos Bravos do Mindelo. Chegado a Lisboa com seis anos de idade, veio a revelar, desde muito cedo, especial aptidão para o desenho, principalmente, a caricatura. Frequentou o Instituto de Agronomia e Medicina Veterinária, mas que abandonou em 1896, quando o pai faleceu em Timor, para se dedicar ao jornalismo e ao Ideal Republicano. Passou então a colaborar em jornais da época, como O Inferno, Jornal de Arte e Crítica, A Marselhesa, A Corja e O Diabo, tecendo críticas violentas à Monarquia e à Igreja, provocando por várias vezes a suspensão dessas publicações. A forte tendência satírica, levou-o a ser considerado um inimigo da instituição Monárquica e forçado a exilar-se em Madrid e depois em Paris, onde se fixou a partir de 1900, colaborando no grande jornal de caricaturas L'Assiette au Beurre e finalmente, na Bélgica, vindo a tornar-se reconhecido a nível europeu. Entre outros, conhece Pablo Picasso (1881-1973), em 1900, trabalhando no seu atelier em 1907. Depois da revolução Republicana de 5 Out. 1910 regressou a Portugal, fixando-se no Porto e depois em Lisboa, mas de onde passou à Rinchoa, em 1923, perto de Sintra, a cuja Câmara Municipal legou o seu espólio, que forma hoje a Casa-Museu Leal da Câmara.
    Tudo se desmorona, exposição com fotografias, desenhos e pinturas, alusivos à participação portuguesa na Grande Guerra, montada na Gulbenkian, em Lisboa, julho de 2017, guiando o visitante através das vivências e experiências da participação portuguesa naquele conflito. A exposição foi buscar o nome ao poema "The Second Coming", de poeta irlandês William Butler Yeats (1865-1939), escrito em 1919, quando a Irlanda e a Europa viviam à sombra dos tumultos do rescaldo da Primeira Guerra Mundial, e que a certa altura diz "things fall apart", numa alusão à ausência de estratégia nas sociedades europeias.