O beijo, terracota pintada de Ernesto Canto da Maya, 1934, Museu Soares dos Reis, Porto, Portugal.
Categorias
Descrição
O Beijo.
Baiser
Terracota pintada, 95 x 80 x 55 cm.
Ernesto do Canto Faria e Maia (1890-1981), 1934.
Existe versão ligeiramente diferente, em que o homem não apresenta barba, no Museu Carlos Machado, Ponta Delgada, ilha de São Miguel, Açores.
Adquirida pelo Estado em 2000 no leilão do Palácio do Correio Velho, Lisboa, 11 a 19 dez. 2000.
Museu Soares dos Reis (343 Esc MNSR), Porto, Portugal
Ernesto do Canto Faria e Maia ou somente Canto da Maya (Ponta Delgada, Açores, 1890 – ibidem, 1981) desenvolveu a sua formação artística em Lisboa, Paris, Genebra e Madrid, e a carreira mais consagrada e internacional de um escultor português na primeira metade do século, destacando-se entre os percursores do modernismo figurativo com uma original estética decorativista. Entre Paris e Lisboa, cria esculturas – grandes conjuntos, figurinhas de terracota ou gesso, bustos, baixos-relevos, figuras metafóricas dos ciclos da vida ou da feminidade – cuja expressividade anatómica e idealidade poética foi muito premiada, e escolhida para representar a arte francesa (Tóquio e Osaka, 1926), e Portugal, em várias exposições universais (Paris, 1937; Nova Iorque, S. Francisco, 1939) e na Bienal de S. Paulo (1957). Desempenhou também um papel central na exploração da art déco, colaborando em projetos com célebres arquitetos. Uma viragem a meio da carreira leva-o da pioneira reinvenção da escultura figurativa ao academismo nacionalista, em longa campanha oficial de esculturas monumentais destinadas a enaltecer a propaganda patriótica do Estado Novo, que lhe atribui o Grau de Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada (1941). Apesar de diferentes fases e faces, a obra de Canto da Maya continua a atrair sucessivas homenagens e retrospetivas desde a década de 30, em Portugal e França.