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Arquipelago de Origem:
Lisboa e Vale do Tejo
Data da Peça:
1912-02-12
Data de Publicação:
11/10/2020
Autor:
Ilustração Portuguesa
Chegada ao Arquipélago:
2020-10-11
Proprietário da Peça:
Ilustração Portuguesa
Proprietário da Imagem:
Hemeroteca digital
Autor da Imagem:
Hemeroteca digital
O atentado da Moita, notícia do falecimento de João Augusto da Costa Cabedo, Ilustração Portuguesa, nº 312, Lisboa, 12 de fevereiro de 1912, p. 205, Portugal.

Categorias
    Descrição
    O Atentado da Moita.
    Notícia do falecimento de João Augusto da Costa Cabedo.
    Ilustração Portuguesa, nº 312, Lisboa, 12 de fevereiro de 1912, p. 205, Portugal.

    João Augusto da Costa Cabedo (1885-1912). Nasceu no Funchal, na freguesia de Santa Luzia, a 2 de agosto de 1885, filho do Alf. João Augusto da Costa Cabedo, natural de Angra do Heroísmo (aposentado no posto de tenente-coronel), e de Matilde Amélia Fernandes Cabedo, natural do Funchal, tendo sido batizado a 12 de setembro desse mesmo ano. Casou com Madalena Cuibem Jardim, a 2 de agosto de 1906, na igreja paroquial de Santa Luzia. Concluído o ensino secundário no Liceu Nacional do Funchal, matriculou-se em Direito na Universidade de Coimbra, onde foi aluno de Afonso Costa, passando a participar nos comícios do Partido Republicano nos finais do regime monárquico. Abandonou, entretanto, o Direito, acabando por matricular-se no Curso Superior de Letras, em Lisboa. Com apenas 17 anos, foi diretor interino do jornal O Direito, do Funchal, e colaborou com vários jornais, nomeadamente o Rebate, O Povo e o Jornal dos Açores. Após o triunfo da república, em 5 de outubro de 1910, colaborou, com temas políticos, com o jornal O Povo de Aveiro e foi um dos redatores do Intransigente, onde usou o pseudónimo de João Claro. Faleceu no Hospital de S. José, no dia 5 de fevereiro de 1912, na sequência de um linchamento perpetrado, na madrugada do dia 1 de fevereiro, por trabalhadores rurais em greve, na Moita, distrito de Setúbal, onde era administrador do concelho, por se ter recusado a libertar alguns dos grevistas que estavam presos. Após a sua morte, foi concedida ao seu filho menor, João da Costa Cabedo, que só então foi perfilhado, uma pensão anual de 360$000 réis, até atingir os 21 anos.