Image
Arquipelago de Origem:
Lisboa (cidade)
Data da Peça:
1931-00-00
Data de Publicação:
18/11/2020
Autor:
Parceria António Maria Pereira
Chegada ao Arquipélago:
2020-11-18
Proprietário da Peça:
CLEPUL
Proprietário da Imagem:
CLEPUL
Autor da Imagem:
CLEPUL
Novo Almanaque de Lembranças Luso-Brasileiras para o ano de 1932, Lisboa, Parceria António Maria Pereira, 1931, Portugal

Categorias
    Descrição
    Novo Almanaque de Lembranças Luso-Brasileiras para o ano de 1932
    Participação de D. Maria de Cabedo (1890-1968)
    Lisboa, Parceria António Maria Pereira, 1931, Portugal

    Maria Dulcelinda da Costa de Cabedo (1890-1968). Filha do oficial do Exército Maj. João Augusto da Costa de Cabedo e de Matilde Amélia Fernandes de Cabedo, e neta de um dos heróis do Mindelo, Maximiliano de Cabedo, a escritora nasceu em Santa Luzia, no Funchal, a 3 de julho de 1890, e faleceu, em Lisboa, em 1968. Casou-se com Nuno Catarino Cardoso (1887-1969), escritor cabo-verdiano, a 4 de maio de 1931, em Lisboa. Publicou Fantasias e Realidade, Lisboa, Aillaud/Bertrand, 1927, saudado pela Ilustração Portuguesa desse ano (nº 44, 16 out. 1927, p. 21), tal como inúmeros artigos, como no Novo Almanaque Luso-Brasileiro, Lisboa, Parceira António Maria Pereira, de 1931 e 1932; “Uma valiosa capela desconhecida do grande público”, Olisipo, ano XXVI, n.º 103, jul. 1963, pp. 142-147, que assina como D. Maria de Cabedo Cardoso, da Academia Literária Feminina, do Rio Grande do Sul, editada em separata nesse ano e reeditada em 1970; etc.
    Segundo o editor do Novo Almanaque de Lembranças Luso-Brasileiro, Maria de Cabedo descendia de Hugo Capeto, o primeiro rei da dinastia dos Capetos, que sucedeu à carolíngia, em França, reino do qual é oriunda a família que mais tarde se fixou em Espanha, no seu solar nas montanhas de Oviedo, e, depois, veio para Portugal. O primeiro membro da família a vir para o reino teria sido, segundo o mesmo autor, Diogo Pais de Cabedo, que acompanhou o filho de João I, o infante D. Pedro. Pela bisavó, Diogo de Cabedo descendia de nobres franceses, os Chermont, pelo que usava no seu ex-líbris o escudo desta família. O brasão da família de Maria de Cabedo é constituído por um fundo azul, tendo de um dos lados três flores-de-lis douradas e uma caldeira e, do outro, uma bandeira vermelha com dois crescentes. O escudo é encimado por uma flor-de-lis. Pub. Solange Cardoso e Isabel Lousada, "Mulheres que dão a cara: as Senhoras do Almanaque de lembranças luso-brasileiro”, in “Colóquio Mulheres em Minas”, CESNova e CLEPUL, maio de 2012.