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Arquipelago de Origem:
Roma
Data da Peça:
2022-05-09
Data de Publicação:
10/07/2022
Autor:
UNINT Universitá
Chegada ao Arquipélago:
2022-07-10
Proprietário da Peça:
UNINT Universitá
Proprietário da Imagem:
Manchete/UNINT Universitá
Autor da Imagem:
Manchete
Novas Cartas Portuguesas, 50 anos de um livro que marcou a História, Universidade de Roma, UNINT Universitá, 9 de maio de 2022, Itália

Categorias
    Descrição
    As Três Marias das Novas Cartas Portuguesas: Maria Teresa Horta, Maria Velho da Costa e Maria Isabel Barreno
    50 anos de um livro que marcou a História
    Fotografia Manchete, Lisboa, 25 de junho de 1974, Portugal.
    Universidade de Roma, UNINT Universitá, Cátedra Vasco da Gama, intervenções de Luísa Paolinelli, Universidade da Madeira e outras docentes.
    Roma, 9 de maio de 2022, Itália.

    Maria Teresa Mascarenhas Horta (Lisboa, 1937; -). Descendente pelo lado materno da marquesa de Alorna, tornou-se desde os anos 70 membro activo do Movimento Feminista, integrando o grupo Poesia 61 e dirigindo a revista Mulheres; Maria Isabel Barreno (Lisboa, 1939; 2016). Licenciada em Histórico-Filosóficas, foi Prémio Fernando Namora em 1991 e Prémio PEN Club Camilo Castelo Branco em 1993; Maria de Fátima Velho Bruto da Costa (Lisboa, 1938; 2020).
    Maria de Fátima Bívar Velho Bruto da Costa (Lisboa, 26 jun. 1938; idem, 23 maio 2020) era licenciada em Filologia Germânica pela Universidade de Lisboa e tinha o curso de Grupo-Análise da Sociedade Portuguesa de Neurologia e Psiquiatria. Foi ajunta do secretário de Estado da Cultura (1979), do governo de Maria de Lourdes Pintasilgo (1930-2004), leitora do King's College em Londres, presidente da Associação Portuguesa de Escritores e adida cultural em Cabo Verde. Ficcionista, ensaísta e dramaturga, consagrada com o livro Maina Mendes, 1969 e as suas crónicas em vários periódicos, associando-se com Maria Isabel Barreno (1939-2016) e Maria Teresa Mascarenhas Horta (1937-), descendente, pelo lado da mãe, da célebre marquesa de Alorna, lançariam as Novas Cartas Portuguesas, em 1972, um livro que se tornou um marco no nosso país pela abordagem da situação das mulheres nas sociedades contemporâneas, que as levaria a tribunal, entendidas como adversas ao regime e aos costumes, pelo seu «conteúdo insanavelmente pornográfico e atentatório da moral pública». A sua escrita situa-se numa linha de experimentalismo linguístico que viria a renovar a literatura portuguesa nos anos 60 e, como afirmou Eduardo Lourenço (1923-2020), é «de um virtuosismo sem exemplo entre nós». Em 1997, foi-lhe atribuído o Prémio Vergílio Ferreira da Universidade de Évora, pelo conjunto da sua obra e em 2002, foi distinguida com o Prémio Camões, cujo júri lhe elogiou «a inovação no domínio da construção romanesca, no experimentalismo e na interrogação do poder fundador da fala».