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Arquipelago de Origem:
São Martinho (Funchal)
Data da Peça:
1895-05-04
Data de Publicação:
06/05/2022
Autor:
Diário de Notícias do Funchal
Chegada ao Arquipélago:
2022-05-06
Proprietário da Peça:
ABM/ARM
Proprietário da Imagem:
ABM/ARM/Paulo Santos Perneta
Autor da Imagem:
ABM/ARM/Paulo Santos Perneta
Notícia de se ter acusado um inglês como autor do incêndio nas propriedades do Dr. Herbert Watney, Diário de Notícias, Funchal, 4 de maio de 1895, ilha da Madeira

Categorias
    Descrição
    Incendiário.
    Notícia de se ter acusado um inglês como autor do incêndio nas propriedades do Dr. Herbert Watney (1843-1932), provavelmente na antiga Quinta Pereira da família Carvalhal Pereira, pois que a notícia acrescenta que era o atual dono da Quinta Magnólia, que seria depois também o antigo The British Country Club, depois Clube Inglês e Quinta Magnólia, Centro Cultural, freguesia de São Martinho, Rua Dr. Pita, Funchal, ilha da Madeira.
    Diário de Notícias, Funchal, 4 de maio de 1895, p. 1, ilha da Madeira

    Residência no Funchal de John Howard March (c. 1880-c. 1865), cônsul norte-americano em dezembro de 1816 e sócio da firma John Hayward & March, que procedeu à sua construção por 1850 e que também possuía residência no Santo da Serra, a Quinta das Ameixeiras. Em 1895 a quinta é adquirida por Herbert Watney (1843-1932), médico britânico, que amplia os seus limites até ao vale fronteiriço do Ribeiro Seco com a aquisição da Quinta Pereira, que havia pertencido à família Carvalhal Pereira. Com a colaboração de um jardineiro paisagista inglês, o jardim foi alargado e enriquecido com uma extensa diversidade de árvores e plantas. Na década de 1930 a quinta é novamente vendida, nascendo o British Country Club, em 1931, com o advento de uma crescente “burguesia heterogénea” britânica na ilha da Madeira e as suas relações com a restante burguesia local, altura em que as quintas madeirenses se tornam espaços de estatutos sociais próprios, de negócio e de poder, de lazer e de ócio. Nesta fase foi preservada a diversidade botânica, mas foram introduzidas infraestruturas e equipamentos desportivos. Entre 1934 e 1974 são organizados vários campeonatos de ténis. A 1 de maio de 1981 a quinta, entretanto, adquirida pela Região Autónoma da Madeira, abre pela primeira vez ao público e, após novas obras de reabilitação, a 2 de julho de 2019, abre como Quinta Magnólia, Centro Cultural.