Image
Arquipelago de Origem:
Funchal
Data da Peça:
1944-07-17
Data de Publicação:
28/07/2026
Autor:
Diário de Notícias do Funchal
Chegada ao Arquipélago:
2026-07-28
Proprietário da Peça:
ABM
Proprietário da Imagem:
ABM
Autor da Imagem:
ABM
Notícias da visita do cardeal Dom Manuel Gonçalves Cerejeira, Diário de Notícias, Funchal, 17 de setembro de 1944, p. 2, ilha da Madeira.

Categorias
    Descrição
    A visita do cardeal Dom Manuel Gonçalves Cerejeira.
    (1888-1977)
    Notícia do Diário de Notícias, direção de Alberto Araújo (1892-1976), Funchal, 17 de setembro de 1944, p. 1.
    Levantamento para a entrada do DEM do governador Dr. Gustavo Teixeira Dias (c. 1886-?)
    Arquivo Regional da Madeira, Coleção de Jornais, DN, Funchal, ilha da Madeira.

    Manuel Gonçalves Cerejeira (Lousado, Vila Nova de Famalicão, 29 nov. 1888; Lisboa, 2 ago. 1977) foi o 14.º patriarca de Lisboa, nomeado a 18 nov. 1929. Diplomado em Teologia e em Ciências Histórico-Geográficas pela Universidade de Coimbra, na respetiva Faculdade de Letras obteve em 1919 o grau de doutor em Ciências Históricas, com a tese Clenardo e a Sociedade Portuguesa do seu tempo, tendo permanecido nessa faculdade, como professor, até 1928, participando com António de Oliveira Salazar (1889-1970) na fundação e direção do Centro Académico de Democracia Cristã. Nesse ano de 1928 foi elevado a arcebispo de de Mitilene e, no ano seguinte, a cardeal de Lisboa, demonstrando o grande interesse e confiança da Santa Sé nas suas posições e nas de Salazar, com quem em 1940, assinaria a Concordata entre Portugal e a Santa Sé. Alcançaram grande êxito as suas viagens ao estrangeiro, como em 1934 à Argentina, para participar no Congresso Eucarístico de Buenos Aires, altura em esteve no Rio de Janeiro e a partir de que passou a incentivar idêntico monumento em Lisboa; em 1935 à Bélgica, para o Congresso dos 100.000 jocistas em Bruxelas; em 1944 a Angola e Moçambique, como legado pontifício de Pio XII para presidir à Sagração da Catedral de Lourenço Marques, altura em que passou oficialmente na Madeira; em 1950 à Índia, como legado Pontifício nas comemorações do IV Centenário da Morte de S. Francisco Xavier, entre outras. Pediu a resignação em 1966, mas que só lhe foi concedida em 1971, sendo substituído por D. António Ribeiro (1928-1998).