Notícia da apresentação da llha, «Jovem poesia madeirense» (I), "Jornal da Madeira", Funchal, 25 de março de 1975, p. 13, ilha da Madeira,
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llha, «Jovem poesia madeirense»
Anúncio da apresentação no Pátio Artes de Maria Mendonça (1916-1997), hoje Museu de Fotografia da Madeira, pela jornalista Maria Aurora (1939-2010) e coletânea organizada por José António Gonçalves (1954-2005), a 24 de março de 1975.
Jornal da Madeira, direção de Alberto João Jardim (1943-), Funchal, 25 de março de 1975, p. 13.
Arquivo Regional da Madeira, Coleção de Jornais, JM, Funchal, ilha da Madeira.
Natural da vila do Nordeste, na ilha de São Miguel, Açores, onde nasceu a 16 de fevereiro de 1916, Maria da Trindade Mendonça cedo descobriu os livros e aos 16 anos já escrevia para os jornais. Radicada no Funchal desde 1940, resgata da penhora o semanário Eco do Funchal. Ao longo de quase 20 anos (1951-1970) esteve à frente do periódico, cuja redação se localizava na Travessa do Freitas. Criou o suplemento infantil A Canoa, entregando a direção a Maria do Carmo Rodrigues (1924-2014). Comprou ainda o jornal humorístico Re-Nhau-Nhau, que tentou republicar após o 25 de Abril. Grande promotora do livro, cria a casa Editorial Eco do Funchal, lançando obras ainda hoje consideradas de referência. Organizou no café-restaurante O Pátio Artes tertúlias e conferências, para as quais convidou intelectuais como Maria Lamas (Maria da Conceição Vassalo e Silva, 1893-1983), Natália Correia (1923-1993) e Vera Lagoa (Maria Armanda Falcão, 1917-1996). Durante as décadas de 70 e 80, O Pátio foi um importante centro de encontro da intelectualidade madeirense. A jornalista adquiriu o recheio do estúdio da Photographia Vicente's, instalado no mesmo prédio, que vendeu em 79 ao Governo Regional, fazendo hoje parte do Museu de Fotografia da Madeira, Atelier Vicente's. Em 1986, voltou aos Açores, como Diretora Regional dos Assuntos Culturais e aí morreu aos 81 anos, em 1997. (Roteiro Mulheres do Funchal, n.º 25, 2020).
Aurora Augusta Figueiredo de Carvalho Homem (Satão, Viseu, 13 nov. 1939-Funchal, 11 jun. 2010). Tendo frequentado a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, veio a radicar-se no Funchal em 1974, onde foi professora do ensino secundário. Trabalho como jornalista e escritora, fez rádio e televisão, sendo, especialmente, uma animadora cultural de incontornável referência no trabalho que levou a efeito na Câmara Municipal do Funchal, a cujo departamento cultural pertenceu e através do qual dinamizou a Feira do Livro e coordenou a revista Margem.
José António de Freitas Gonçalves (S. Martinho, Funchal, 13.06.1954; idem, 30 de março de 2005), ativo jornalista do Jornal da Madeira, foi também um interessante poeta e organizador de várias antologias, pertencendo aos órgãos diretivos da Associação Portuguesa de Escritores (APE) e foi presidente da Associação de Escritores da Madeira (AEM), da qual foi cofundador (1989).