Museu da Baleia, 2011 (c.) e seguintes, Caniçal, ilha da Madeira
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Descrição
Museu da Baleia
Remodelação de setembro de 2011.
Tutela da Câmara Municipal de Machico.
Caniçal, ilha da Madeira
O Museu da Baleia narra toda a história da caça à baleia decorrida no arquipélago da Madeira Aberto ao público em 1989 na vila piscatória do Caniçal, o museu é testemunho da história da caça à baleia nos mares da Madeira, tendo sido totalmente remodelado em setembro de 2011, merecendo, então alguns prémios pela inovação museológica. Os aspetos da biologia e da proteção das baleias e golfinhos são abordados na exposição contribuindo para a sensibilização de todos para a necessidade de preservar estes animais. Atualmente o Museu da Baleia, sob a tutela do município de Machico, desenvolve um conjunto de estudos dos cetáceos no arquipélago da Madeira, no sentido de melhorar o conhecimento sobre essas espécies e sensibilizar para a sua conservação.
No início da década de 1940 introduziu-se na Madeira uma nova forma sistemática de aproveitamento dos recursos marítimos: a caça aos Cachalotes. Em 1940 chegaram à Madeira dois vigias e duas baleeiras equipadas e suas tripulações. Estes meios técnicos e humanos partiram dos Açores. Estes homens procederam à construção de dois postos de vigia nas pontas Este e Oeste da Ilha, nomeadamente em Machico e no Porto Moniz. Além desses dois edifícios, foi construída uma estação de derretimento de toucinho muito rudimentar, a que os baleeiros chamavam de Traiol, situada na foz da Ribeira da Janela, no Porto Moniz. O dia 2 de fevereiro de 1941 constitui um marco fundamental na história baleeira da Madeira, por ser o dia em que se mataram os primeiros cachalotes neste arquipélago. Esses animais foram mortos ao largo do Porto Moniz e foram transformados em óleo na Ribeira da Janela. Em 1942 foi construído um novo Traiol, desta vez na costa sul, mais concretamente no calhau do Garajau, situado aproximadamente a 3,5 milhas a Este do cais do Funchal. O Traiol do Garajau estava melhor equipado que o da Ribeira da Janela, o que levou ao progressivo abandono deste. Com o passar dos anos, a rede de vigias costeiras do arquipélago da Madeira foi melhorada, com a construção de novos postos de vigia por toda a costa da ilha da Madeira, nas ilhas Desertas e na ilha do Porto Santo. Estas vigias possibilitaram a cobertura integral dos mares deste arquipélago até às 15 milhas de distância.