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Arquipelago de Origem:
Caniçal
Data da Peça:
2011-09-00
Data de Publicação:
10/04/2026
Autor:
Câmara Municipal de Machico
Chegada ao Arquipélago:
2026-04-13
Proprietário da Peça:
Câmara Municipal de Machico
Proprietário da Imagem:
Câmara Municipal de Machico
Autor da Imagem:
Câmara Municipal de Machico
Museu da Baleia, 2011 (c.) e seguintes, Caniçal, ilha da Madeira

Categorias
    Descrição
    Museu da Baleia
    Remodelação de setembro de 2011.
    Tutela da Câmara Municipal de Machico.
    Caniçal, ilha da Madeira

    O Museu da Baleia narra toda a história da caça à baleia decorrida no arquipélago da Madeira. Aberto ao público em 1989 na vila piscatória do Caniçal, de início, funcionou no antigo mercado do peixe e, desde setembro de 2011, ocupa um moderno edifício, concebido pelo arquiteto João Pedro Silva Vieira, do atelier ‘Espaço Cidade Arquitetos’, merecendo, desde então de alguns prémios pela inovação museológica. Os aspetos da biologia e da proteção das baleias e golfinhos são abordados na exposição contribuindo para a sensibilização de todos para a necessidade de preservar estes animais. Atualmente o Museu da Baleia, sob a tutela do município de Machico, desenvolve um conjunto de estudos dos cetáceos no arquipélago da Madeira, no sentido de melhorar o conhecimento sobre essas espécies e sensibilizar para a sua conservação. O projeto museológico tem, como principal objetivo, a preservação da memória da caça à baleia no arquipélago da Madeira. Esta atividade teve particular significado no Caniçal, onde em 1944 se estabeleceu a Empresa Baleeira do Arquipélago da Madeira. A baleação, nesta Região, terminou em 1981.
    No início da década de 1940 introduziu-se na Madeira uma nova forma sistemática de aproveitamento dos recursos marítimos: a caça aos Cachalotes. Em 1940 chegaram à Madeira dois vigias e duas baleeiras equipadas e suas tripulações. Estes meios técnicos e humanos partiram dos Açores. Estes homens procederam à construção de dois postos de vigia nas pontas Este e Oeste da Ilha, nomeadamente em Machico e no Porto Moniz. Além desses dois edifícios, foi construída uma estação de derretimento de toucinho muito rudimentar, a que os baleeiros chamavam de Traiol, situada na foz da Ribeira da Janela, no Porto Moniz. O dia 2 de fevereiro de 1941 constitui um marco fundamental na história baleeira da Madeira, por ser o dia em que se mataram os primeiros cachalotes neste arquipélago. Esses animais foram mortos ao largo do Porto Moniz e foram transformados em óleo na Ribeira da Janela. Em 1942 foi construído um novo Traiol, desta vez na costa sul, mais concretamente no calhau do Garajau, situado aproximadamente a 3,5 milhas a Este do cais do Funchal. O Traiol do Garajau estava melhor equipado que o da Ribeira da Janela, o que levou ao progressivo abandono deste. Com o passar dos anos, a rede de vigias costeiras do arquipélago da Madeira foi melhorada, com a construção de novos postos de vigia por toda a costa da ilha da Madeira, nas ilhas Desertas e na ilha do Porto Santo. Estas vigias possibilitaram a cobertura integral dos mares deste arquipélago até às 15 milhas de distância.