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Arquipelago de Origem:
Óbidos
Data da Peça:
1995-00-00
Data de Publicação:
24/10/2025
Autor:
Vários
Chegada ao Arquipélago:
2025-10-24
Proprietário da Peça:
Câmara Municipal de Óbidos
Proprietário da Imagem:
Turismo do Centro
Autor da Imagem:
Turismo do Centro
Museu Abílio de Mattos e Silva, reabilitação de 1995 (c.), Óbidos, Portugal.

Categorias
    Descrição
    Museu Abílio de Mattos e Silva.
    (1908-1985)
    Antiga Câmara Municipal de Óbidos e depois Cadeira, com reabilitação de Isabel Salavissa (1925-2006), 1995.
    Fotografia do Turismo do Centro de 2020.
    Óbidos, Portugal

    Abílio de Mattos e Silva (Sardoal, 1908; Lisboa, 1985). Embora nascido no Sardoal, manteve sempre residência em Óbidos, onde fora criado, tendo sido pintor, cenógrafo e figurinista. Casado com a decoradora de interiores Isabel Salavissa (1925-2006), o Museu Abílio de Mattos e Silva, em Óbidos, nasceu da vontade da mesma, legando o espólio do marido, repartido pelo pequeno museu com o seu nome, essencialmente com a obra gráfica e para o teatro, e o museu municipal, com a pintura a óleo. O seu trabalho criativo desenvolveu-se, especialmente na área do teatro, ópera e ballet, quer enquanto figurinista, quer enquanto cenógrafo, desde 1952 até 1970,  tendo, antes, sido assistente da FNAT (Fundação Nacional para a Alegria no Trabalho), antecessora do INATEL, entre 1941 e 1951, tendo também executado cartazes para a promoção de Óbidos enquanto «Museu de Portugal», para a Direcção-Geral dos Serviços Agrícolas e para a TAP, em 1966, trabalhando assim a ilustração, o design gráfico, a tapeçaria e até a poesia, ainda inédita. Grande parte deste espólio, entretanto, esteve exposto na Fundação Calouste Gulbenkian, cinco anos após a sua morte, onde foi relembrado através do seu trabalho e o que levou o crítico de arte Fernando de Azevedo a constatar: «Quase nada se sabendo dele, eis que verdadeiramente muito dele afinal se viu. E é preciso pensar, voltando a ver-lhe a obra, que esta é, embora próxima de nós ainda, um inigualável testemunho.» (Abílio. Pintura, Desenho, Cenários, Figurinos, 1990, p. 8).