Mural da Liberdade em memória do falhado movimento de 16 de março de 1974, Dupla Ruído, maio de 2024, Caldas da Rainha, Portugal
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Descrição
Mural da Liberdade em memória do falhado movimento de 16 de março de 1974
Mural 3
O mural do 16 de Março homenageia a Revolta das Caldas de 1974, uma tentativa falhada de golpe militar contra o regime do Estado Novo que antecipou a Revolução dos Cravos. Localizado na Rua António Sérgio, o mural retrata o momento em que o brigadeiro Pedro Serrano negoceia a rendição dos militares revoltosos.
Dupla Ruído, dos artistas Frederico Draw, Frederico Soares Campos (1988-) e Rodrigo Alma, Rodrigo Guinea Gonçalves (1984-).
Inauguração a 15 de maio de 2024.
Rua António Sérgio, Caldas da Rainha, Portugal
Para celebrar o 50.º aniversário do 25 de Abril de 1974, marco histórico da democratização de Portugal, a dupla Ruído, com o apoio do Turismo de Portugal, apresentou o projeto que visava criar uma série de 14 murais em diferentes cidades do país, ao longo do ano de 2024, representando temas marcantes relacionados com a Revolução dos Cravos e com a sua herança histórica, tendo o da Madeira, sido inaugurado na Casa da Música de Machico, a 6 de setembro de 2024, com o tema A Cantiga é Uma Arma e dedicado ao padre José Martins Júnior (1938-2025), que faleceria no ano seguinte. O primeiro mural foi pintado em Bragança, como o mote de Manifestações Populares e o título As Forças Armadas Querem Salvar Portugal, lembrando . O mural 2 foi pintado em São João da Madeira, com o mote “Lápis azul nunca mais”, sobre a Censura e a fábrica de lápis Viarco, que serviu de inspiração ao mural, mote para a celebração do 25 de abril e da Liberdade nesta cidade. O falhado ou abortado movimento de 16 de março de 1974 foi o mote do mural 3 das Caldas da Rainha, sob o lema Resistência. O papel da imprensa na Revolução foi abordado em Vila Franca de Xira e em Palmela, o mural destinou-se a celebrar o Papel da Mulher na Revolução, dado que após a revolução, os direitos das mulheres sofreram transformações profundas. A nova Constituição de 1976 consagrou a igualdade de género, garantindo direitos iguais no trabalho, na família e na participação política. Essas mudanças não só melhoraram a vida das mulheres em Portugal, mas também contribuíram para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária em Portugal. Os Símbolos do 25 de Abril foram abordados em Vendas Novas, dado que esta cidade está muito ligada à vida militar durante o séc. XX, pelo foi escolhida para relembrar o 25 de abril num mural onde se memorizaram os ícones históricos que simbolizam a Revolução dos Cravos. O megafone representa a voz do povo e dos militares que comunicavam a revolução. O cravo vermelho, colocado nos canos das espingardas pelos civis, simboliza a paz e a resistência não violenta. A chaimite, um veículo blindado utilizado pelos militares do MFA, tornou-se um símbolo de força e mudança, transportando a mensagem de que a transformação seria conduzida de forma ordeira e determinada. Castelo de Vide, sendo a terra natal do capitão Salgueiro Maia, foi o local certo para lembrar como o MFA, Movimento das Forças Armadas foi o principal motor da Revolução dos Cravos. O mote das Primeiras eleições livres foi abordado em Lagos e finalizado a 26 de julho de 2024, com participação de artistas locais. A importância da Radiotransmissão durante o 25 de Abril foi abordado em Faro e o mural dedicado à Natália Correia nos Açores, foi executado entre setembro e outubro de 2024, em Ponta Delgada, Ilha de São Miguel, com o tema Arte e Cultura de Abril, tendo estado previsto para ser o mural 9, passou depois ao número 11. Seguiu-se o mural de Angra do Heroísmo, Ilha Terceira sobre a Euforia popular pós-Revolução. Por fim foram executados os murais de Machico, na ilha da Madeira e associando-se às celebrações dos 50 anos do 25 de Abril de 1974, a localidade de Santa Cruz assinalou também a data com a pintura de um mural dedicado à educação, numa antiga Escola Primária, executado em novembro de 2024, com o tema Literacia após o 25 de Abril e o acesso à educação. Para o mês de novembro também ficou o mural da “cidade dos estudantes”, Coimbra, especialmente conhecida pela sua Universidade, tendo como mote o fado de Coimbra, o Movimento estudantil e a resistência Cultural.