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Arquipelago de Origem:
Funchal
Data da Peça:
1921-10-18
Data de Publicação:
13/06/2022
Autor:
Diário de Notícias do Funchal
Chegada ao Arquipélago:
2022-06-13
Proprietário da Peça:
ABM/ARM
Proprietário da Imagem:
ABM/ARM
Autor da Imagem:
ABM/ARM
Movimento revolucionário em Lisboa, in Diário de Notícias, Funchal, direção de Ciriaco de Brito Nóbrega, 18 de outubro de 1921, p. 1, ilha da Madeira

Categorias
    Descrição
    Movimento revolucionário em Lisboa,
    Movimento da Noite Sangrenta em que foram mortos, no Arsenal de Marinha, António Granjo (1881-1921), José Carlos da Maia e Freitas Soares e no Largo do Intendente, Machado dos Santos (1875-1921).
    Apresentação do pedido de demissão do governador substituto Dr. João Miguel Rodrigues da Silva e do comissário de polícia major Eduardo Daniel Macedo de Faria (1871-1929).
    In Diário de Notícias, Funchal, direção de Ciríaco de Brito Nóbrega (1856-1928), 18 de outubro de 1921, p. 1, ilha da Madeira.

    António Joaquim Granjo (Chaves, 27 dez. 1881; Lisboa, 20 out. 1921). Militante republicano activo e membro da Maçonaria, depois do assassinato do presidente Sidónio Pais, insurgiu-se contra a Monarquia do Norte, em 1919 e a tentativa de reinstalação do regime monárquico, sendo então presidente da câmara municipal de Chaves, entre fevereiro e julho de 1919, um dos locais onde a revolta colapsou. António Granjo foi nesse mesmo ano eleito para a câmara dos deputados, pelo partido republicano evolucionista e foi, mais tarde, fundador do movimento sucessor, o partido republicano liberal. Ministro da Justiça pouco depois e, por duas vezes, presidente do ministério, entre 18 jun. e 20 nov. 1920 e 30 ago. a 19 out. 1021, sendo assassinado no dia seguinte. Noite Sangrenta é a designação pela qual ficou conhecida a revolta radical de marinheiros e arsenalistas, que ocorreu em Lisboa a 19 out. 1921, no decurso da qual foram assassinados, entre outros, António Granjo, então presidente do Ministério e que foi preso em casa de Cunha Leal, que tinha sido Ministro das Finanças, os oficiais da Marinha Machado dos Santos e José Carlos da Maia, dois dos históricos da Proclamação da República, o comandante Freitas da Silva, secretário do Ministro da Marinha, e o coronel Botelho de Vasconcelos, antigo apoiante do também assassinado presidente Sidónio Pais. Os prisioneiros foram conduzidos para o Arsenal de Marinha, mas haveriam de ser assassinados nessa noite. Na origem da revolta esteve a demissão do governo do coronel Liberato Damião Ribeiro Pinto (1880; 1949), da Guarda Nacional Republicana, e a sua posterior condenação a um ano de detenção (confirmada a 10 de Setembro de 1921 pelo Conselho Superior de Disciplina do Exército), que levou a que um conjunto de militares ligados àquela força policial, a que se juntaram militares do Exército e da Armada, se sublevasse.