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Arquipelago de Origem:
Angola
Data da Peça:
1968-00-00
Data de Publicação:
12/12/2020
Autor:
Não identificado
Chegada ao Arquipélago:
2020-12-12
Proprietário da Peça:
Ex-militar da CCAÇ 1740
Proprietário da Imagem:
Museu Militar da Madeira
Autor da Imagem:
Museu Militar da Madeira
Militares da Companhia de Caçadores 1740 numa procissão na vila do Songo, 1968, Norte de Angola

Categorias
    Descrição
    Militares da Companhia de Caçadores 1740 numa procissão na vila do Songo, em Angola
    C. CAÇ 1740.
    Vila do Songo, Norte de Angola, 1968
    Acervo fotográfico do Museu Militar da Madeira.

    Com a Guerra de África, desencadeada com o conflito armado em Angola, iniciado a 4 de fevereiro de 1961 e que se estendeu de imediato aos restantes territórios ultramarinos da Guiné e de Moçambique, o BII 19, no Quartel do Colégio, veio a mobilizar um importante contingente de unidades para as novas frentes de combate, especialmente para Angola, como a Companhia de Caçadores 1740, que partiu para o Norte de Angola, em 1967 e optou por levar a “Virgem Prisoneira”, que tinha estado na Índia.
    A CCaç 1740 veio a embarcar no Funchal no paquete Vera Cruz, fazendo escala em Lisboa e daí saindo para Angola, sendo destacada para o Songo, no Norte daquela antiga Província Ultramarina portuguesa. Conhecemos fotografias desta companhia naquela localidade, inclusivamente, de uma procissão com os militares madeirenses fardados. A imagem principal, no entanto, é a de Nossa Senhora de Fátima, que, aliás, acompanharia quase todas as outras unidades.
    A Madeira mobilizou 57 companhias e 4 batalhões de caçadores, tal como 6 companhias de artilharia, para além de elementos em rendição individual e integrados noutras forças, devendo ter o global de cidadãos madeirenses envolvidos nas guerras coloniais dos meados do século XX atingido os 20.000 jovens. Grande parte destas unidades fizeram-se acompanhar de imagens religiosas, as duas iniciais, para a Índia, de Nossa Senhora do Monte, mas a partir de 1961, quase sempre de Nossa Senhora de Fátima, salvo as CCaç 1739 e 1740, de 1967, tendo a última optado por levar a “Virgem Prisioneira” da Índia e a anterior, adquirido uma outra, semelhante, mas de menor qualidade, no Continente.
    Estas imagens, regressadas a Portugal e com a dissolução da unidade, foram sendo entregues em várias igrejas ou capelas e, algumas, ficaram mesmo na posse de elementos da mesma unidade. Só muito recentemente se procedeu ao seu inventário, encontrando-se 8 imagens depositadas do Regimento do Funchal e conhecendo-se o paradeiro, na Região, de mais 6, mas algumas, passados que foram mais de 50 anos, têm sido difíceis de localizar.
    Bibliografia:  BOTELHO, TCor. J. e VICENTE, SAJ R. (2008), Regimento de Guarnição nº 3, das origens à actualidade, 1864-2008, Uma viagem ao passado pelas Unidades da Madeira, Funchal; NASCIMENTO, R. M. (2003-2019), Campanhas das Forças Armadas Portuguesas no Ultramar Português, coletânea executada por altura da inauguração do Monumento do Combatente Madeirense no Ultramar Português, Zona Militar da Madeira (policopiado);