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Arquipelago de Origem:
Funchal
Data da Peça:
1987-00-00
Data de Publicação:
30/07/2021
Autor:
Lima de Freitas
Chegada ao Arquipélago:
2021-07-30
Proprietário da Peça:
Rui e Joana Carita
Proprietário da Imagem:
Rui Carita
Autor da Imagem:
Rui Carita
Medalha Ano Cine Forum do Funchal, Lima de Freitas, 1987, Funchal, ilha da Madeira.

Categorias
    Descrição
    Medalha Ano Cine Forum do Funchal (verso).
    Lima de Freitas (1927-1998), 1987
    Organização e direção de José Maria Silva (1933-2001)
    Funchal, ilha da Madeira.

    O pintor José Lima de Freitas (1927-1998), nasceu Setúbal e foi, essencialmente, um ilustrador da palavra poética e filósofo da arte. O artista afirmou-se com a geração neo-realista nos anos quarenta, e ao longo da sua carreira desenhou uma trajectória muito pessoal que o singulariza não só entre os seus companheiros de geração como em toda a arte contemporânea portuguesa. Com a paisagem como tema de eleição, a sua obra aproxima-se muito mais de uma estética informada pela modernidade do que pelo naturalismo, dentro da reinvenção da paisagem ou da paisagem visionária.
    José Maria Silva (Funchal, 18 fev. 1933; idem, 2001). tendo feito os estudos preparatórios no Seminário Diocesano do Funchal, veio a matricular-se na Universidade Pontifícia Católica de Salamanca, mas abandonando a carreira eclesiástica transitou para a Universidade de Coimbra, onde se licenciou em Direito. Regressado ao Funchal desenvolveu uma intensa actividade cultural, com base em várias instituições que criou, especialmente através do Cine Forum do Funchal. Liderou depois do 25 de Abril o Movimento Autonómico, MAIA.
    O Cine Forum do Funchal nasceu a 22 de Novembro de 1966, da iniciativa de um grupo de intelectuais da Liga Universitária Católica, de que fazia parte António Loja e Fernando Nascimento. Era esperado como clube de cinema, com ligação à Cinemateca Nacional. Contudo, foi a diversidade de debates e eventos pontuais de alcance internacional que imortalizou a já a associação. “Seria impossível repetir hoje essas sessões em que as pessoas ficavam no Teatro a debater até à meia-noite e mais” (Calisto, 2001, p. 22). Na realidade, esta associação distinguiu-se das demais por fomentar o debate após a visualização das projeções, pelo que o apelo à discussão sobre os filmes quase se revelava mais importante do que a projeção em si.