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Arquipelago de Origem:
Congo, república democrática
Data da Peça:
1950-00-00
Data de Publicação:
16/04/2025
Autor:
Escultor Yaka
Chegada ao Arquipélago:
2025-04-16
Proprietário da Peça:
Smithsonian
Proprietário da Imagem:
Smithsonian
Autor da Imagem:
Smithsonian
Máscara Yaka "ndeemba" de Mukanda do Instituto Smithsonian, MNAA de Washington D.C., escultura de 1950 (c.), Norte de Angola ou República Democrática do Congo.

Categorias
    Descrição
    Máscara Yaka "ndeemba" de Mukanda
    A Yaka Mask, "ndeemba".
    Madeira esculpida e pintada, tela e ráfia, 61 x 40 x 45 cm.
    Escultor Yaka, 1950 (c.), Norte de Angola ou República Democrática do Congo.
    Credit Line: Bequest of Eliot Elisofon
    Museu Nacional de Arte Africana, National Museum of African Art, Smithsonian institution (73-7-366), Washington D.C., Estados Unidos da América.

    As esculturas e máscaras dos Yaka, ou Baiaca, como aparecem referidos pelos portugueses em Angola, são de uma grande diversidade e imaginação, apresentando por vezes, ou vice-versa, afinidades com os Suku, com os Mbala do centro, assim como com os Tchokwe. Revelam, no entanto, uma espantosa riqueza, quase ímpar entre os seus vizinhos, com narizes altamente arrebitados e complicadas estruturas de coroamento (Cf., entre outros, Detlev von Graeve, Yaka - Drei Masken für festliche Auftritte, 2016). Essa capacidade imaginativa é patente nas máscaras das cerimónias de circuncisão dos Yakas, a mukanda, que marcam o final dos ritos de puberdade masculina, máscaras feitas em madeira, representando geralmente uma face humana, quase sempre com a mutilação dos dentes incisivos típica dos Yakas e pintada de forma agressiva, mas com todo um coroamento e penteado altamente imaginativo, por vezes em andares, simbolizando a categoria do portador, feito em tela e igualmente pintada com motivos geométricos.
    Para além de um conjunto grande de pequenas "figuras de poder", com feitiços vários, de uso pessoal e coletivo, parecem terem produzido um número interessante de outras relativas às cerimónias de iniciação dos rapazes, como o caso de pequenas máscaras-totem, que deveriam demarcar a área onde ocorriam essas cerimónias e também figuras de tocadores de tambor que parecem integrar-se no anuncio dos finais dessas cerimónias, cujo exemplar mais conhecido é o recolhido por padres jesuítas e hoje no Museu Real da África Central da Bélgica (Tervuren, inv. n° 2748), mas que têm aparecido mais, como o exemplar divulgado por David A. Binkley, "Spectacular Display : The Art of Nkanu Initiation Rituals", African Arts, vol. 34, n° 4, Hiver 2001, p. 56 e que foi depois a leilão na Sotheby's, Paris, 21 de junho de 2017.