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Arquipelago de Origem:
Costa do Marfim
Data da Peça:
1930-00-00 00:00:00
Data de Publicação:
06/01/2022
Autor:
Mestre We ou Guere
Chegada ao Arquipélago:
2022-01-06
Proprietário da Peça:
Museu Metropolitano de Arte de Nova Iorque
Proprietário da Imagem:
Museu Metropolitano de Nova Iorque
Autor da Imagem:
Museu Metropolitano de Nova Iorque
Mascara WE dos We ou Guere do MET, 1930 (c.), Costa de Marfim

Categorias
    Descrição
    Mascara We
    Madeira esculpida, com aplicações de lata, cabo, tecido, fibra, pregos, cartuchos, crina animal, etc., 31,8 x 26,7 x 17,2 cm.
    Mestre We ou Guere, 1930 (c.)
    Credit Line: The Michael C. Rockefeller Memorial Collection, Bequest of Nelson A. Rockefeller, 1979
    Margaret Plass, London, antes de 1956; Nelson A. Rockefeller, New York, 1956, que a doou ao The Museum of Primitive Art, New York, 1956–1978
    Museu Metropolitano de Nova Iorque (1979.206.6), Estados Unidos da América.
    Costa de Marfim.

    O povo We ou Guere, por vezes também denominado Krahn, é um subgrupo do grande grupo Bété, tal como os Dan e os Guro, havendo, assim, influências culturais e estéticas reciprocas, vivendo, essencialmente, na Costa do Marfim, na antiga área de Man, mas com pequenos grupos já em território da Libéria. Os We, entretanto, estão ligados à realização de máscaras estranhamente agressivas, que começam geralmente como objectos simples, sem adornos, esculpidos por um artista masculino. A máscara então é transmitida através das gerações e cada utente adiciona novos adornos, crescendo em poder e significado ritual. As máscaras mantêm uma posição importante dentro da sua pequena comunidade, sendo propriedade dessas famílias e usadas na vida social. A máscara do povo We age como um mediador entre os membros da Comunidade e como uma ferramenta, para ensinar lições de moral durante os conflitos civis, ou entretenimento público. Estas máscaras, criadas para assustar, têm as mandíbulas escancaradas, o nariz alargado e olhos tubulares, retratando a natureza mais assustadora dos animais e dos homens, sendo, assim, vista como poderosa. O mascarado veste uma saia imensa em ráfia e é seguido quase sempre por um grupo alargado de participantes na cerimónia.Cf., entre outros, Alain-Michel Boyer, We, Visions of Africa, Milão, 5 Continents, dez. 2019, Itália.