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Arquipelago de Origem:
Costa do Marfim
Data da Peça:
1970-00-00 00:00:00
Data de Publicação:
07/01/2022
Autor:
Mestre We ou Guere
Chegada ao Arquipélago:
2022-01-07
Proprietário da Peça:
Karisson & Wilkman Gallery
Proprietário da Imagem:
Karisson & Wilkman Gallery
Autor da Imagem:
Karisson & Wilkman Gallery
Mascara We dos We ou Guere da Karisson & Wilkman Gallery de Estocolmo, 1970 (c.), Costa de Marfim

Categorias
    Descrição
    Mascara We
    Madeira esculpida e pintada, com aplicações de papel, metal, cartuchos de espingarda, unhas, tecidos, junco e conchas, 41 cm.
    Mestre We ou Guere, 1970 (c.)
    Antiga coleção do arquiteto Sune Gustafsson, tendo sido recolhida in loco por Max Willborg, em 1976.
    Coleção da Karisson & Wilkman Gallery, Estocolmo, Suécia.
    Costa de Marfim.

    O povo We ou Guere, por vezes também denominado Krahn, é um subgrupo do grande grupo Bété, tal como os Dan e os Guro, havendo, assim, influências culturais e estéticas recíprocas, vivendo, essencialmente, na Costa do Marfim, na antiga área de Man, mas com pequenos grupos já em território da Libéria. Os We, entretanto, estão ligados à realização de máscaras estranhamente agressivas, que começam geralmente como objectos simples, sem adornos, esculpidos por um artista masculino. A máscara então é transmitida através das gerações e cada utente adiciona novos adornos, crescendo em poder e significado ritual. As máscaras mantêm uma posição importante dentro da sua pequena comunidade, sendo propriedade dessas famílias e usadas na vida social. A máscara do povo We age como um mediador entre os membros da Comunidade e como uma ferramenta, para ensinar lições de moral durante os conflitos civis, ou entretenimento público. Estas máscaras, criadas para assustar, têm as mandíbulas escancaradas, o nariz alargado e olhos tubulares, retratando a natureza mais assustadora dos animais e dos homens, sendo, assim, vista como poderosa. O mascarado veste uma saia imensa em ráfia e é seguido quase sempre por um grupo alargado de participantes na cerimónia. Cf., entre outros, Alain-Michel Boyer, We, Visions of Africa, Milão, 5 Continents, dez. 2019, Itália.