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Arquipelago de Origem:
Costa do Marfim
Data da Peça:
1930-00-00 00:00:00
Data de Publicação:
06/01/2022
Autor:
Mestre We ou Guere
Chegada ao Arquipélago:
2022-01-06
Proprietário da Peça:
Privado
Proprietário da Imagem:
Christie's de New York, 2003
Autor da Imagem:
Christie's de New York, 2003
Mascara WE dos We ou Guere da Christie's, Nova Iorque, 2003, 1930 (c.), Costa de Marfim ou Libéria

Categorias
    Descrição
    Mascara We
    Madeira esculpida e com vagos vestígios de pintura, 26,5 cm.
    Mestre We ou Guere, 1930 (c.)
    Costa de Marfim ou Libéria.
    Proveniente da coleção Frank Crowninshield, New York e da Mrs. George W. Crawford.
    Pub. in Masterpieces of African Art, Brooklyn, The Brooklyn Museum, 1954, nº.76 (não ilustrada) e integrou a exposição African Negro Art from the Collection of Frank Crowninshield, The Brooklyn Museum, 1937.
    Vendida na Christie's, New York, Live auction 1278, The Russell B. Aitken Collection of African, American, 3 abr. 2003, Lote 42, estimada em 20.000 a 30.000 USD, vendida por 41.825 USD, Estados Unidos da América.

    O povo We ou Guere, por vezes também denominado Krahn, é um subgrupo do grande grupo Bété, tal como os Dan e os Guro, havendo, assim, influências culturais e estéticas reciprocas, vivendo, essencialmente, na Costa do Marfim, na antiga área de Man, mas com pequenos grupos já em território da Libéria. Os We, entretanto, estão ligados à realização de máscaras estranhamente agressivas, que começam geralmente como objectos simples, sem adornos, esculpidos por um artista masculino. A máscara então é transmitida através das gerações e cada utente adiciona novos adornos, crescendo em poder e significado ritual. As máscaras mantêm uma posição importante dentro da sua pequena comunidade, sendo propriedade dessas famílias e usadas na vida social. A máscara do povo We age como um mediador entre os membros da Comunidade e como uma ferramenta, para ensinar lições de moral durante os conflitos civis, ou entretenimento público. Estas máscaras, criadas para assustar, têm as mandíbulas escancaradas, o nariz alargado e olhos tubulares, retratando a natureza mais assustadora dos animais e dos homens, sendo, assim, vista como poderosa. O mascarado veste uma saia imensa em ráfia e é seguido quase sempre por um grupo alargado de participantes na cerimónia.Cf., entre outros, Alain-Michel Boyer, We, Visions of Africa, Milão, 5 Continents, dez. 2019, Itália.