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Arquipelago de Origem:
São Paulo (Brasil)
Data da Peça:
1997-00-00
Data de Publicação:
01/05/2021
Autor:
Escultor Bijagó da República da Guiné-Bissau
Chegada ao Arquipélago:
2021-05-01
Proprietário da Peça:
Museu Afro Brasil
Proprietário da Imagem:
Privado/Museu Afro Brasil
Autor da Imagem:
Privado
Máscara Vaca Bruto dos Bijagós, Bidyogo ou Bidjogo,1997, República da Guiné-Bissau, módulo do trabalho e escravidão do Museu Afro Brasil, curadoria de Emanoel Araújo, São Paulo, 2018, Brasil.

Categorias
    Descrição
    Máscara vacabruto.
    Madeira esculpida e pintada com cornos de bovídeo e fibras vegetais.
    Escultor Bidyogo, Bidjogo ou Bijagó, arquipélago Bijagó, República da Guiné-Bissau, 1997.
    Museu Afro Brasil. Um conceito em perspetiva, módulo o sagrado e o profano, museu com curadoria de Emanoel Alves de Araújo (Bahia, 1940-) inaugurado a 23 de outubro de 2004 pelo presidente Lula da Silva.
    Fotografia de 2018
    Avenida Pedro Álvares Cabral, Portão 10, Parque Ibirapuera, São Paulo, Brasil.

    A máscara cabeça de vaca mungut ou vaca bruto, vaca e a pis berga fazem parte, atualmente, das máscaras de eleição de dança dos jovens kabaro. Antes da saída dos novos iniciados kamabi da mata, os jovens kabaro são submetidos aos ensaios de aperfeiçoamento das coreografias de dança e fazem a primeira apresentação pública no palco etikapungnhana para a saída dos kamabi de fanado (retiro iniciático). Depois, sempre que se organizam eventos e, sob a orientação dos kamabi, os kabaro são convidados a dançar e a animar a comunidade. A matéria-prima de confeção da peça de cabeça de vaca mungut é o tronco de tagara (Alstonia sp.). Na confeção são utilizados machado, catana, inxon, formão e furadora como ferramentas para esculpir o tronco até ganhar a forma desejada. Depois fixa-se o chifre e o suporte ordidja, que era feito com a nervura do caule da bananeira. Atualmente, utiliza-se um pedaço de pano para facilitar a fixação do adorno na cabeça do dançarino e fica presa através de uma corda nghodane. Pub. Rui Jorge Semedo, Inventário sobre artesanato, dança e cantiga Bijagó, maio 2016, p. 31