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Arquipelago de Origem:
São Paulo
Data da Peça:
1990-00-00
Data de Publicação:
01/05/2021
Autor:
Escultor Quioco, Chokwe ou Tchokwe
Chegada ao Arquipélago:
2021-05-01
Proprietário da Peça:
Museu Afro Brasil
Proprietário da Imagem:
Privado/Museu Afro Brasil
Autor da Imagem:
Privado
Máscara Pwo, Mowana Pwo ou Mwana Pwo dos Tchokwe de Angola, 1990 (c.) do Museu Afro Brasil, módulo religiosidade, curadoria de Emanoel Araújo, São Paulo, 2004, Brasil.

Categorias
    Descrição
    Máscara Pwo, Mowana Pwo ou Mwana Pwo dos Tchokwe de Angola.
    Madeira patinada com penteado de barro, fibras vegetais e rede.
    Escultor Quioco, Chokwe ou Tchokwe, 1990 (c.).
    Museu Afro Brasil. Um conceito em perspetiva, módulo o sagrado e o profano, museu com curadoria de Emanoel Alves de Araújo (Bahia, 1940-) inaugurado a 23 de outubro de 2004 pelo presidente Lula da Silva.
    Fotografia de 2018
    Avenida Pedro Álvares Cabral, Portão 10, Parque Ibirapuera, São Paulo, Brasil.

    Conhecidos tradicionalmente como excelentes caçadores e escultores, os tchokwe habitam atualmente em Angola, República Democrática do Congo e também na Zâmbia O seu lugar de origem, no entanto, está localizado em Angola, onde os rios Kwango, Kassai e Lungwe-Bungo têm as suas nascentes. As máscaras Chihongo e Pwo são as mais conhecidas dos tchokwe e as mais apreciadas nos museus e coleções privadas ao redor do mundo.
    A máscara Pwo costumava representar uma mulher madura que conseguiu provar a sua fertilidade ao ter uma criança. Mais recentemente, no entanto, essa máscara passou a representar, possivelmente por influência europeia, uma moça jovem e o desejo de ter muitos filhos. A máscara Pwo apresenta múltiplas facetas: pode representar uma figura feminina em geral, com seus traços caricaturais, ou secretamente ser o retrato de alguém importante e amado O seu caráter versátil também é perceptível devido ao seu uso em espetáculos performáticos bastante populares, que podem acontecer em diferentes ocasiões, desde cerimônias tidas como tradicionais dos tchokwe e, atualmente, até em comícios políticos e festas como a de Natal, por exemplo.
    O rosto da máscara Pwo é geralmente ornamentado com a representação das tatuagens ou escarificações mais tradicionais dos tchokwe. É possível observar na região da testa da máscara aqui apresentada o chamado cingelyengelye, entrelaçado cruciforme de extremidades triangulares A sua forma mais comum lembra a cruz de Malta. Encontrado tanto em pingentes, como em tatuagens e escarificações, o cingelyengelye é o símbolo identitário mais conhecido dos tchokwee simboliza para esse povo o deus supremo Nzambi. Na área logo abaixo dos olhos é possível encontrar marcas que fazem referência às lágrimas chamadas entre os tchokwe de masoji. É a designação de uma tatuagem de cicatrizes em grãos usada tanto por homens quanto por mulheres também na região imediatamente abaixo dos olhos. Nas orelhas é possível observar o ukulungu, um gracioso adorno feminino formado por um fio de latão com as extremidades enroladas em espiral. Atada ao rosto é fixada uma cabeleira de fibra, que faz referência aos penteados mais apreciados por esse povo.
    Pub. in África em Artes, Juliana Ribeiro da Silva Bevilacqua e Renato de Araújo da Silva, São Paulo, Museu Afro Brasil, 2016, Brasil, p. 10.