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Arquipelago de Origem:
Nigéria
Data da Peça:
1950-00-00 00:00:00
Data de Publicação:
02/01/2022
Autor:
Mestre Igbo Afikpo
Chegada ao Arquipélago:
2022-01-02
Proprietário da Peça:
Privado
Proprietário da Imagem:
Izu Madubueze
Autor da Imagem:
Izu Madubueze (?)
Mascara Pássaro dos Igbo Afikpo, 1950 (c.), Afikpo, estado de Ebonyi, Nigéria

Categorias
    Descrição
    Mascara Pássaro dos Igbo Afikpo
    Mma ji
    Madeira esculpida e pintada com suporte de ráfia, 36,5 cm.
    Mestre Igbo Afikpo, 1950 (c.).
    Estado de Ebonyi, Nigéria.
    Imagem publicada por Izu Madubueze, 2020.

    Parecem ter sido os Afikpo, os únicos a usarem inicialmente este tipo de máscara, "mma ji" ou também "yam", faca, dada a grande pala que apresentam, presentes nas danças da sociedade "ikwum", onde se pedem aos ancestrais que propiciem boas colheitas. Mais recentemente, entretanto, esta máscara também aparece pontualmente a ser utilizada pelos vizinhos, podendo chegar aos Camarões. As crenças e práticas religiosas dos povos da língua Igbo, um dos maiores grupos étnicos africanos, habitando o leste, sul e sudeste da Nigéria, Camarões e Guiné Equatorial, genericamente designadas por Odinari, identificam uma constelação de divindades tutelares conhecidas como alusi ou agbara, mensageiros do grande deus Chukwu, "o grande espírito", acessíveis aos desejos dos homens através de sacrifícios e oferendas. Estas entidades invisíveis incluem, não só pessoas e determinados princípios, como lugares, quer em terra, como elementos proeminentes na paisagem,  mas também rios e, inclusivamente, lugares de mercados e os dias em que se realizam, etc. Ampliam-se ainda essas entidades aos elementos ancestrais, como heróis fundadores e lendários, tal como às míticas guerras em que se envolveram. Genericamente, os cultos aos ancestrais e seres tutelares propiciam um conjunto de práticas que contribuem para a saúde, prosperidade, produção agrícola e manutenção do moral elevado, ordem social e ecológica. As figuras de madeira maciça que os representam variam entre os 45 cm e 180 cm de altura, e são esculpidas de uma forma convencional, estática e simétrica, muitas vezes de mãos estendidas aguardando as oferendas. Os escultores são invariavelmente homens, havendo informações de que seriam as mulheres que as pintavam com branco de lanolina, pigmentos vermelho, laranja, etc.