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Arquipelago de Origem:
Tanzânia
Data da Peça:
1985-00-00
Data de Publicação:
29/06/2025
Autor:
Escultor Makonde
Chegada ao Arquipélago:
2025-06-29
Proprietário da Peça:
Privado
Proprietário da Imagem:
Zemanek Münster 2019
Autor da Imagem:
Zemanek Münster 2019
Máscara Makonde facial em cerâmica do leilão Zemanek-Münster de março de 2019, trabalho de 1985 (c.), Tanzânia.

Categorias
    Descrição
    Máscara Makonde facial em cerâmica
    Anthropomorphic face mask, Tanzania, Makonde. ID: 3045375
    Cerâmica moldada e patinada,  21,5 cm.
    Escultor ou escultora Makonde, 1985 (c.), Tanzânia.
    Proveniente de coleção Fred Zcechinikowski, Berlin, Germany.
    Fotografia de 11 de fevereiro de 2019.
    Leilão Zemanek-Münster, 91h Tribal Art Auction, 9 de março de 2019, lote 393, Munique, Alemanha.

    Ceramic / terracotta, pigment remains. Such terracotta masks were first discovered in 1986, when they were used at initiation rites for young girls. They are modelled by woman who were traditionally responsible for pottery.
    Comparing literatureJorge Dias (1907-1973) e Margot Dias (1908-2001), Os Macondes de Moçambique., 3 vols., Vol. I, Aspectos Históricos e Económicos (somente referenciado como de Jorge Dias); Vol. II, Cultura Material; e Vol. III, Vida Ritual e Social, Lisboa, Junta de Investigação Científica do Ultramar, Portugal.
    Os Makondes são um povo da África oriental que habita 3 planaltos do norte de Moçambique, as margens do Rovuma e o sul da Tanzânia, na ordem de 1.260.000 indivíduos, mantendo ainda aspetos da sua religião animista  tradicional, embora a maior parte da população seja hoje cristã. Têm como atividades principais, a agricultura e, hoje, são essencialmente conhecidos pela sua escultura, onde se reflete visualmente muito da sua cultura, como a antiga utilização de batoque labiais, a mutilação dos dentes incisivos e as abundantes tatuagens, aspetos hoje já muito pouco usados. São um povo Bantu, provavelmente originário de uma zona a sul do lago Niassa, na fronteira entre Moçambique, Malawi e Tanzânia, apresentando semelhanças culturais com o povo Chewa, que ainda hoje habita aquela vasta zona, devendo ter pertencido, em tempos remotos, a uma grande federação Marave, que teria iniciado a sua migração para nordeste, ao longo do vale do rio Lugenda. Mantiveram-se muito isolados até tarde e só nos inícios do século XX é que os portugueses, que colonizavam Moçambique, conseguiram controlar as zonas por eles habitadas, dada a sua instalação em planaltos e florestas densas, tal como por terem ganho uma certa imagem de violentos e irascíveis, ajudando à criação dessa imagem o cortarem os dentes da frente para implantarem batoques labiais (lip plug), ou seja, o adorno nndoma ou ndonya, cobrindo o corpo com abundantes tatuagens relevadas e conseguindo, assim, manter uma forte coesão cultural. Nesse quadro, as missões católicas só se conseguem fixar nos seus territórios a partir dos anos 20 do passado século, tendo as conversões ao cristianismo começado apenas por volta de 1930.