Máscara elmo de Mapiko com sikh da antiga coleção de Allan Stone, NY, escultor Makonde, 1940 (c.), Moçambique ou Tanzânia.
Categorias
Descrição
Máscara elmo de Mapiko com sikh.
Makonde Helmet Mask depicting a Sikh, Mozambique or Tanzania.
Madeira esculpida e pintada com aplicação de cabelo natural, 30,5 cm.
Escultor Makonde, 1940 (c.), Moçambique ou Tanzânia
Proveniente da coleção Michael Oliver, New York e da de Allan Stone (1932-2006), New York, adquirida por 1980.
Exposta no The Center for African Art, New York, Africa Explores: 20th Century African Art, May 23, 1991 - January 2, 1992, and contemporaneously at the New Museum of Contemporary Art, New York, May 11 - September 18, 1991; additional venues: Dallas Museum of Art, Dallas, February 9 - April 5, 1992; Saint Louis Art Museum, Saint Louis, May 15 - July 5, 1992; Mint Museum of Art, Charlotte, August 8 - October 11, 1992; Carnegie Museum of Art, Pittsburgh, November 7, 1992 - January 10, 1993; Corcoran Gallery of Art, Washington, D.C., February 6 - April 4, 1993; Center for Fine Arts, Miami, 1993; Ludwig Forum für Internationale Kunst, Aachen, 1993; Antoni Tapies Foundation, Barcelona, 1993 - 1994; Espace Lyonnais d'Art Contemporain (ELAC), Lyon, 1994; Tate Gallery, Liverpool, 1994; Haus der Kulturen der Welt, Berlin, 1998:
Literature: Susan M. Vogel, Africa Explores: 20th Century African Art, New York, 1991, p. 80, cat. 10
Leilão Sotheby's, Nova Iorque, 15 de novembro de 2013, lote 146, avaliada entre 15.000 e 25.000 USD.
Utilizada em danças mapiko por rapazes recém-iniciados ou por homens durante as mesmas cerimónias. O complexo do mapico ou mapiko é um conjunto de crenças e atividades de natureza ritual, visando principalmente o controle social. O mapico é a figura mais importante da cultura Makonde, ou Wamakonde, que envolve uma população de cerca de 500 mil indivíduos, entre o Norte de Moçambique e o sul da Tanzânia, símbolo vivo de um espírito humano, masculino ou feminino, utilizado pelos homens para dominarem pelo medo, mediante bailarinos mascarados, as mulheres e os jovens ainda não iniciados nos ritos de puberdade, não só contribuindo para integrar as crianças no grupo dos adultos, como para estabelecer o equilíbrio entre o grupo dos homens e o das mulheres. Mapiko é o plural de lipiko, nome por que é designada a máscara elmo. As máscaras mais comuns apresentam o batoque labial superior, nndoma, utilizado pelas mulheres desta etnia, representando assim um ancestral feminino, mas também caricaturas de personagens várias, inclusivamente, europeus, sendo acompanhadas nas danças por cânticos alusivos às mesmas e num quadro geral de crítica social. Ao longo dos meados do século XX começaram a aparecer dançarinos atuando fora das festas de iniciação (licumbi), sendo normal a organização de festas aos fins de semana, onde aparecem dançarinos mascarados e, nesse quadro, contundentes críticas sociais.