Máscara de Mapiko do Museum of Fine Arts, Boston, escultor makonde de Moçambique, 1930 a 1955 (c.), Estados Unidos da América
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Descrição
Máscara elmo Makonde de mapiko.
Madeira leve esculpida e patinada com aplicação de cabelo, 22.2 cm.
Escultor makonde do Planalto de Mueda, Moçambique, 1930 a 1955 (c.).
Doação William E. Teel, 26 de fevereiro de 2014.
Dada como adquirida na Tanzânia e vindo para a Europe com um missionário português, tal como outra, hoje no Musée Barbier-Müller, Geneva (inv. no. 1027-10). Fez parte da venda de Leopold Häfliger (1929-1989), em Lucerne, 16 de dezembro de 1989, depois na Häfliger, Kunst-und Kongresshaus "Rigi-Saal" Lucerne, lot 13, 1996, passando à Sonnabend Gallery, New York e, a 5 de junho de 1997, seria vendida por Marc Leo Felix, em Bruxelas, a William Teel, Marblehead, MA, que em 2014 a doaria ao museu.
Museum of Fine Arts, Boston (2014.315), Estados Unidos da América.
Utilizada em danças mapiko por rapazes recém-iniciados ou por homens durante as mesmas cerimónias: O complexo do mapico ou mapiko é um conjunto de crenças e atividades de natureza ritual, visando principalmente o controle social. O mapico é a figura mais importante da cultura Makonde, símbolo vivo de um espírito humano, masculino ou feminino, utilizado pelos homens para dominarem pelo medo, mediante bailarinos mascarados, as mulheres e os jovens ainda não iniciados nos ritos de puberdade, não só contribuindo para integrar as crianças no grupo dos adultos, como para estabelecer o equilíbrio entre o grupo dos homens e o das mulheres. Atualmente, aparecem dançarinos atuando fora das festas de iniciação (licumbi), sendo normal a organização de festas aos fins de semana, onde aparecem dançarinos mascarados. Mapiko é o plural de lipiko, nome por que é designada a máscara elmo.