Image
Arquipelago de Origem:
Porto
Data da Peça:
1973-06-00
Data de Publicação:
01/07/2021
Autor:
Maria Velho da Costa
Chegada ao Arquipélago:
2021-07-01
Proprietário da Peça:
Rui e Joana Carita
Proprietário da Imagem:
Afrontamento
Autor da Imagem:
Cristina Braga da Cruz
Maria Velho da Costa, Desescrita, Porto, Afrontamento, junho de 1973, Portugal

Categorias
    Descrição
    Desescrita, Maria Velho da Costa
    (1938-2020)
    Porto, Afrontamento, edição da Autora.
    Arranjo gráfico de Cristina Braga da Cruz, junho de 1973, Portugal

    Maria de Fátima Bívar Velho Bruto da Costa (Lisboa, 26 jun. 1938; idem, 23 maio 2020) era licenciada em Filologia Germânica pela Universidade de Lisboa e tinha o curso de Grupo-Análise da Sociedade Portuguesa de Neurologia e Psiquiatria. Foi ajunta do secretário de Estado da Cultura (1979), do Governo de Maria de Lourdes Pintasilgo (1930-2004), leitora do King's College em Londres, presidente da Associação Portuguesa de Escritores e adida cultural em Cabo Verde (1988-91). Ficcionista, ensaísta e dramaturga, consagrada com o livro Maina Mendes, 1969 e as suas crónicas em vários periódicos, associando-se com Maria Isabel Barreno (1939-2016) e Maria Teresa Mascarenhas Horta (1937-), descendente, pelo lado da mãe, da célebre marquesa de Alorna, lançariam as Novas Cartas Portuguesas, em 1972, um livro que se tornou um marco no nosso país pela abordagem da situação das mulheres nas sociedades contemporâneas, que as levaria a tribunal, entendidas como adversas ao regime e aos costumes, pelo seu «conteúdo insanavelmente pornográfico e atentatório da moral pública». A sua escrita situa-se numa linha de experimentalismo linguístico que viria a renovar a literatura portuguesa nos anos 60 e, como afirmou Eduardo Lourenço (1923-2020), é «de um virtuosismo sem exemplo entre nós». Em 1997, foi-lhe atribuído o Prémio Virgílio Ferreira da Universidade de Évora, pelo conjunto da sua obra e em 2002, foi distinguida com o Prémio Camões, cujo júri lhe elogiou «a inovação no domínio da construção romanesca, no experimentalismo e na interrogação do poder fundador da fala».