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Arquipelago de Origem:
Lisboa (cidade)
Data da Peça:
1953-00-00 00:00:00
Data de Publicação:
07/09/2021
Autor:
Júlio Pomar
Chegada ao Arquipélago:
2021-09-07
Proprietário da Peça:
Coleção dos Herdeiros
Proprietário da Imagem:
Coleção dos Herdeiros
Autor da Imagem:
Coleção dos Herdeiros
Maria Lamas, óleo de Júlio Pomar, 1953 (c.), Lisboa, Portugal

Categorias
    Descrição
    Maria Lamas.
    (1893-1983)
    Óleo sobre tela,
    Júlio Pomar (1926-2018), 1953 (c.).
    Coleção dos Herdeiros, Lisboa, Portugal.

    Uma das principais ativistas portuguesas dos direitos das mulheres, Maria da Conceição Vassalo e Silva (Torres Novas, 6 out. 1893-Lisboa, 6 dez. 1983) era a irmã mais velha de Manuel António Vassalo e Silva (Torres Novas, 8 nov. 1899; Lisboa, 11 ago. 1985), último governador do Estado Português da Índia, passando a usar o apelido Lamas, depois de breve casamento. Perseguida pela PIDE e tendo estado detida em Caxias em 1949, 1950-1951 e 1953, tendo estado recolhida no Funchal em 1954 e 1955, onde escreveu Arquipélago da Madeira, Maravilha Atlântica, editado pelo Eco do Funchal, em folhetos, a partir de 1956, tendo seguido em 1960 para Paris, ode se manteve exilada e de onde só regressou a Portugal a 3 de dezembro de 1969, com a Primavera Marcelista.
    O pintor Júlio Artur da Silva Pomar Manuel (Lisboa, 10 Jan. 1926; 24 maio de 2018) iniciou a sua formação nas Escolas de Belas-Artes de Lisboa e do Porto e partiu depois para Paris. Viria a fazer a sua primeira exposição na cidade do Porto e apareceria grandemente influenciado pelos pintores neo-realistas e pelos muralistas mexicanos, como Orozco e Diego Rivera. Tal como eles, politicamente empenhado, viria a fazer uma importante trajectória e a tornar-se num dos maiores pintores portugueses do século XX, com amplo reconhecimento internacional. Dividia, nos inícios do século XXI, a sua actividade pelos seus ateliers em Lisboa e em Paris.