Maria João Almada Cardoso, Funchal, 2020, ilha da Madeira
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Descrição
Arquiteta Maria João Almada Cardoso
(1939-2025)
Funchal, 2020, ilha da Madeira
Maria João de Almada Cardoso (Funchal, 11 mar. 1939; idem, 11 dez. 2025), filha do médico e político Dr. Agostinho Gabriel de Jesus Cardoso (1908-1979) e Dona Maria do Prado Almada, (1912-2015), filha do médico Dr. João Francisco de Almada (1874-1942), foi uma profissional cuja carreira deixou marca significativa na reabilitação patrimonial, no urbanismo e na criação de equipamentos culturais de referência em Portugal continental e na Madeira. Formada em Arquitetura pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa em 1973, viria a obter a aprovação profissional no então Sindicato em 11 de janeiro de 1979. Iniciou a sua atividade ainda antes de 1974, trabalhando na recuperação de aldeias históricas no âmbito do programa Bem-Estar Rural e integrando posteriormente os serviços da Câmara Municipal de Lisboa, antes de transitar para a recém-criada EPUL, onde participou em importantes projetos urbanos, entre os quais o Bairro de Telheiras, em coautoria com o arquiteto Duarte Nuno Simões (1930-2021). Nas décadas de 1980 e 1990 destacou-se na Madeira, coordenando o projeto de recuperação urbana do Ilhéu de Câmara de Lobos e assumindo um papel central na conceção e expansão da Casa-Museu Frederico de Freitas, em colaboração com Gastão Salgado da Cunha (), cuja primeira fase foi inaugurada em 1988 e a segunda concluída em 1999, incluindo a construção da Casa dos Azulejos e a ampliação dos espaços expositivos e de serviços. Para além destes projetos de maior escala, desenvolveu uma vasta atividade em habitação particular, com especial enfoque na reabilitação e ampliação de edifícios, área em que se distinguiu pela sensibilidade ao contexto, atenção ao detalhe e rigor do desenho, como foi o caso do palacete da Rua do Esmeraldo para a Marconi e depois ocupado pelo Tribunal de Contas.
Na altura do seu falecimento, a Ordem dos Arquitectos, em particular a Secção Regional de Lisboa e Vale do Tejo e a Secção Regional da Madeira, prestam homenagem à vida e à obra de Maria João Almada Cardoso, recordando uma arquitecta dedicada, discreta e profundamente comprometida com a qualificação do território e a preservação do património, apresentando sentidas condolências à família e aos seus mais próximos.