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Arquipelago de Origem:
Cascais
Data da Peça:
2016-05-18
Data de Publicação:
03/07/2021
Autor:
Casa das Histórias, Paula Rego
Chegada ao Arquipélago:
2021-07-03
Proprietário da Peça:
Casa das Histórias, Paula Rego
Proprietário da Imagem:
Presidência da República
Autor da Imagem:
Presidência da República
Dr.ª Maria Cavaco Silva e o pintor Manuel Amado, Casa das Histórias, Paula Rego, 18 de maio 2016, Cascais, Portugal

Categorias
    Descrição
    Dr.ª Maria Cavaco Silva e o pintor Manuel Amado.
    Inauguração da exposição na Casa das Histórias, Paula Rego, Cascais, 18 de maio a 17 de julho de 2016
    Curadoria: Paula Rego e Catarina Alfaro: 26 óleos sobre tela realizados entre 1975 e 2008.
    Fotografia da Presidência da República, 18 de maio de 2016.
    Cascais, Portugal

    O Verão era assim como uma casa de morar onde todas as coisas estão… "Estes quadros possuem todos uma simplicidade ameaçadora", afirmou Paula Rego, enquanto escolhia as pinturas. Não há dúvida de que a obra de Manuel Amado se constrói a partir de um mistério que é, à partida, simples: as coisas normais vêem-se sobre um ângulo diferente, e por isso os modos de conceção da subjetividade na apreensão do mundo podem tornar-se a verdadeira fonte do enigma. Cada uma destas pinturas será, então, um exercício de perceção do invisível no visível da obra. A sua pintura não restitui o visível, mas torna visível. Em pintura, como paradigmaticamente afirmou Klee, não se trata de reproduzir ou inventar formas, mas sempre de um exercício de captação de forças. É por isso que nenhuma arte é figurativa, sendo a tarefa da pintura definida como uma tentativa de tornar visíveis as forças que não o são: "a luta com a sombra é a única real. Quando a sensação visual afronta a força invisível que a condiciona, desprende-se dela uma força que pode vencer esta, ou então fazer dela uma aliada".
    Manuel A. Sotto-Mayor da Silva Amado
    (1938-2019) nasceu em Lisboa, tendo vivido no antigo Palácio Pimenta, hoje Museu da Cidade de Lisboa. Fez o curso do liceu no colégio Moderno, durante o qual se dedicou assiduamente ao teatro. Iniciou as suas experiências em pintura em 1956, atividade que nunca abandonou no seu quotidiano privado. Terminou o curso superior de arquitetura em 1965, passando a exercer desde então a profissão de arquiteto. Executou diversos cenários em colaboração com diferentes grupos de teatro, entre os quais o Teatro Universitário de Lisboa e o Grupo 4. Participou a partir de 1974, em várias exposições coletivas de pintura. Com o incentivo do pintor seu amigo Cruzeiro Seixas (1920-2020), expôs individualmente na Galeria da Junta de Turismo da Costa do Sol, em 1978, Galeria S. Mamede, Árvore, Nazoni e outras, expondo depois com regularidade em Portugal e no estrangeiro.