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Arquipelago de Origem:
Lisboa (cidade)
Data da Peça:
1914-04-00
Data de Publicação:
25/03/2024
Autor:
Vários
Chegada ao Arquipélago:
2024-03-25
Proprietário da Peça:
Arquivo da Câmara Municipal de Lisboa
Proprietário da Imagem:
Arquivo da Câmara Municipal de Lisboa
Autor da Imagem:
Não identificado
Maqueta vencedora do concurso para o monumento ao Marquês de Pombal, abril de 1914, Câmara Municipal de Lisboa, Portugal.

Categorias
    Descrição
    Maqueta do monumento ao Marquês de Pombal,
    (1699-1782)
    1.º prémio, escultor Francisco Santos (1878-1930) e arquitetos Adães Bermudes (1864-1947) e António Couto (1874-1946).
    Câmara Municipal de Lisboa, abril de 1914.
    Fotografia do Arquivo da Câmara Municipal de Lisboa, Portugal.

    O monumento em homenagem ao Marquês de Pombal (1699-1782) teve início numa subscrição pública, realizada em 1882 durante o reinado de D. Luís I (1838-1889), essencialmente por republicanos, em referência e homenagem à expulsão dos Jesuítas, no quadro de luta contra a quase hegemonia da Igreja Católica em toda a vida portuguesa, onde nunca se havia conseguido separar a Igreja do Estado. A instabilidade política da época, com o fim da monarquia, atrasou o processo de construção e só em 1913 é que foi lançado o concurso público para a edificação da estátua com perto de 40 metros de altura, ganhando o projeto do escultor Francisco dos Santos (1878-1930) e dos arquitetos Adães Bermudes (1864-1947) e António Couto (1874-1946), como foi publicado na revista Ilustração Portuguesa, n.º 427, Lisboa, 27 de Abril de 1914, p. 527, tendo um outro em que entrava o arquiteto Edmundo Tavares (1893-1982), que se radicaria depois na ilha da Madeira, ficado em 4.º lugar. Os projetos foram alvo de grande polémica, pois Francisco dos Santos era antigo jogador de futebol do Sporting e António Couto, adepto, pelo que teriam assim optado por acompanhar o Marquês por um leão, símbolo da força, enquanto nos outros projetos dominava a águia, símbolo do Benfica.
    A primeira pedra do monumento foi assente a 12 de agosto de 1917, numa cerimónia com o presidente Bernardino Machado (1851-1944). Nova demora com a complexa situação levou a que as obras só foram retomadas a 13 de maio de 1926, data de nascimento do Marquês de Pombal, em 1699, mas obras de novo interrompidas com o 28 de maio seguinte. A edificação acabaria por demorar oito anos, tendo o escultor Francisco dos Santos falecido durante o trabalho, a 29 de abril de 1930, depois de ter estado a trabalhar no seu atelier, na avenida 24 de Julho, nas oficinas Moreira Rato e, no dia seguinte, seria um seu empregado quase esmagado pela derrocada da cabeça de barro do Marquês, com 1 metro e 80 cm., perdendo-se o trabalho de vários meses e sendo depois continuado por Simões de Almeida (sobrinho) (1880-1950) e Leopoldo de Almeida (1898-1975). Os conjuntos efetuados na fábrica Pardal Monteiro Mármores, em Pero Pinheiro, Sintra, foram seguindo depois por módulos para Lisboa, chegando a demorar 5 dias a ali chegar e só em 1934 é que o monumento foi concluído. A inauguração oficial ocorreu no dia 13 de maio de 1934, numa cerimónia que contou com a presença do Ministro das Obras Públicas, Duarte Pacheco (1900-1943), não tendo, logicamente, Salazar (1889-1970) estado presente nem o general Óscar Carmona (1869-1951).