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Arquipelago de Origem:
Freguesia da Sé (Funchal)
Data da Peça:
2017-04-00
Data de Publicação:
18/10/2026
Autor:
Vários
Chegada ao Arquipélago:
2026-10-18
Proprietário da Peça:
Rui Marote
Proprietário da Imagem:
Rui Marote
Autor da Imagem:
Rui Marote
Leonel Munes em campanha pelo PCP, abril de 2017, Largo do Chafariz, Funchal, ilha da Madeira

Categorias
    Descrição
    Leonel Munes em campanha pelo PCP
    (1949-2026)
    Com Ricardo Lume em segundo plano.
    Fotografia de Rui Marote, abril de 2017.
    Largo do Chafariz, Funchal, ilha da Madeira.

    Leonel Martinho Gomes Nunes (Funchal, Monte, 11 nov. 1949; Funchal, 17 out. 2026) foi um destacado sindicalista ligado à Hotelaria, tendo sido dirigente nacional do PCP e feito parte do Comité Central, entre 1992 e 2015. Foi dirigente sindical da hotelaria, e foi deputado na Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira a partir de 1996, eleito pela CDU. Foi candidato, em diferentes momentos históricos à Assembleia da República, desde logo, nas listas da Aliança Povo Unido (APU) em 1979, nas eleições legislativas de 2 de dezembro, pela Região Autónoma da Madeira, como candidato independente indicado pelo PCP. Foi também, em diferentes momentos, candidato autárquico nas listas da CDU, designadamente, à Câmara Municipal do Funchal nas eleições autárquicas de 1989 e eleito à Assembleia Municipal do Funchal e à Assembleia de Freguesia do Monte, no concelho do Funchal.
    A sua trajetória de trabalhador do Reid’s e dirigente sindical protagonizou um processo laboral de 18 anos e uma importante história das lutas laborais e da oposição política na Madeira contemporânea. Leonel Nunes foi despedido em 1978, num contexto relacionado com a sua atividade político-sindical. Seguiu-se uma longa batalha judicial que se prolongou por cerca de 18 anos. Leonel Nunes recorreu aos tribunais e foi obtendo decisões favoráveis nas sucessivas instâncias. Em 1996, depois de uma decisão do Supremo Tribunal de Justiça que reafirmou a razão do trabalhador, o Hotel Reid’s acabou por ser obrigado a reintegrá-lo como rececionista, cerca de 18 anos depois do despedimento. O caso tornou-se uma referência na história do sindicalismo e do direito laboral português e, em 2001, o advogado João Lizardo publicou o livro O Processo de Leonel Nunes — 20 anos de um processo laboral.