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Arquipelago de Origem:
Calheta (Madeira)
Data da Peça:
1983-00-00 00:00:00
Data de Publicação:
13/08/2022
Autor:
Martha Telles
Chegada ao Arquipélago:
2022-08-13
Proprietário da Peça:
MUDAS
Proprietário da Imagem:
MUDAS
Autor da Imagem:
MUDAS
Le Départ, óleo de Martha Telles, 1983, Canadá, MUDAS, Calheta, ilha da Madeira

Categorias
    Descrição
    Le Départ,
    Óleo sobre tela, 89,3 x 144,3 cm.
    Martha Telles (1930-2001), 1983, Canadá.
    MUDAS. Museu de Arte Contemporânea da Madeira MMAC/PL/MT01PINT,
    Le Depart” (1983), integrou a coleção de selos Museus da Madeira, selo da taxa de € 0,70, selos colocados em circulação a 30 de agosto de 2003
    Calheta, ilha da Madeira.

    Martha da Cunha Telles (Funchal, 19 ago. 1930; Lisboa, 21 fev. 2001). Nasceu no seio de uma família tradicional, filha de Alexandre da Cunha Telles (1891-1936), advogado, e de Anne Kristine Stephanie Wera Beranger Cohen, dinamarquesa, cantora lírica e professora de canto, que estudara em Paris, tal como neta do general Norberto Jaime Teles (1852-1936). A família tinha residência no Funchal, na Rua da Carreira n.º 188, palacete urbano destruído para dar lugar à atual Residencial Colombo. Tirou o curso de pintura na Escola Superior de Belas Artes do Porto, nos finais dos anos cinquenta do século passado e, como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian, 1963 a 1965, em Paris, sob orientação Maria Helena Vieira da Silva (1908-1992), conviveu muito de perto com Jorge Martins (1940-) e José Escada (1934-1980), de quem chega a pintar um retrato, em 1965. Continuou os seus estudos em Artes Plásticas na Universidade do Quebeque, Montreal, entre 1968 e 1971, após o que pediu a nacionalidade canadense, em 1974. Tinha casado, entretanto, com o escritor e poeta Tarquínio da Fonseca Hall (1915-2002), que conhecera no Funchal como alferes miliciano, em 25 de outubro de 1945, mas dele se tendo divorciado depois a 25 de julho de 1975. Estudou ainda gravura na Universidade MacGill, como bolseira do Conselho das Artes do Canadá, 1980 e 1981, exercendo também funções de docente em Lisboa e Moçambique, onde o marido se encontrava.
    A pintura desta madeirense errante é, na sua grande maioria, um profundo registo da sua própria vivência insular, um regresso à infância e adolescência e às memorias da ilha que a viu nascer. Foi uma pintora da terceira geração modernista portuguesa, oscilando entre uma figuração lírica e surrealista, embora sempre se negando como figurativa.