Lápide do soldado Silvano Rodrigues Figueira, 1971, cemitério do Curral das Freiras, ilha da Madeira
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Descrição
Lápide do cemitério do Curral das Freiras
Soldado Silvano Rodrigues Figueira, 8 fev. 1948; 6 jan. 1971.
Guerras Coloniais, ditas Ultramarinas ?
Fotografia de 2023.
Cemitério do Livramento, Achada do Grande Curral, Curral das Freiras, ilha da Madeira.
A paróquia do Curral das Freiras foi criada por alvará da rainha D. Maria I (1734-1816), de 17 de março de 1790, a pedido dos moradores de Fajã dos Cardos e da Ribeira das Freiras, desmembrando-se da de Santo António. Nesta localidade, existia uma capela dedicada a Santo António, erguida na primeira metade do século XVII e pertencente ao Convento de Santa Clara. A toponímia atesta a sua memória: sítio da Capela. A construção da igreja de Nossa Senhora do Livramento, orago da paróquia, e da residência paroquial fez-se em terreno doado pelo Mosteiro de Santa Clara. O novo templo ficou concluído em 1793, como ficou assinalado na lápide do frontispício: [À Rainha] / do Céu e da Terra / Virgem / do / Livramento / dedica / Maria Primeira Rainha Fidel. / Ano de MDCCLXXXXIII.
Nelson Veríssimo, “Freguesias da Madeira: Curral das Freiras”, Funchal Notícias.net, 9 de novembro de 2025.
Dos vários fluxos migratórios que atravessaram a Madeira do século XX, um especialmente dramático, terá sido aquele que teve a sua origem na Guerra Colonial em África. Muitos jovens fugiram da guerra e emigraram clandestinamente. Outros, no entanto, foram para as antigas províncias ultramarinas combater e, a partir daí, alguns decidiram, inclusivamente, ficar por terras africanas. As estimativas apontam para que cerca de 30 mil madeirenses tenham sido enviados para as diferentes frentes de combate entre 1961, quando começou a guerra e 1974, quando a mesma terminou. Na Guerra Colonial africana do século XX morreram 8803 militares e 15 507 ficaram com deficiência permanente. Iniciou-se em Angola, 1961; Guiné, 1963, e Moçambique, 1964.