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Arquipelago de Origem:
Coimbra
Data da Peça:
1633-00-00
Data de Publicação:
19/03/2022
Autor:
Mestre de Coimbra
Chegada ao Arquipélago:
2022-03-19
Proprietário da Peça:
Sé Velha de Coimbra
Proprietário da Imagem:
Jose Luis Filipo Cabana
Autor da Imagem:
Jose Luis Filipo Cabana
Laje tumular de D. Afonso de Castelo Branco, 41º bispo de Coimbra e 6.º conde de Arganil, 1633, Sé Velha de Coimbra, Portugal

Categorias
    Descrição
    Laje tumular de D. Afonso de Castelo Branco, 41º bispo de Coimbra e 6.º conde de Arganil
    (1522-1615).
    Mandada fazer pela madre prioresa D. Maria de Meneses, sua sobrinha, em 1633, com atributos de arcebispo e coronel de nobreza.
    Antiga capela-mor do convento de Santana de Coimbra.
    Fotografia Jose Luis Filipo Cabana, 2015.
    Antiga capela de Santa Catarina dos claustros da Sé Velha de Coimbra, Portugal.

    D. Afonso de Castelo Branco (1522-1615) era filho natural D. António de Castelo Branco, deão da Capela Real e de Guiomar Dias, tendo nascido em Santiago de Cacém, sendo neto paterno de D. Martinho de Castelo Branco (c. 1465-1527), 2.º senhor de juro e herdade e 1.º conde de Vila Nova de Portimão, e de sua mulher Mécia de Noronha, filha de João Gonçalves da Câmara (1414-1501), 2º capitão do Funchal. Foi, em 1581, já então mestre em Artes (1557) e doutor em Teologia pela Universidade de Coimbra (1565), 35º bispo do Algarve e foi transferido para a Sé de Coimbra em 25 de agosto de 1585, sendo 41º bispo de Coimbra e 6.º conde de Arganil, de juro e herdade, ficando 30 anos à frente da Diocese e tendo a sua casa atingido 60 comensais. Reedificou e ampliou o Paço Episcopal, pronto em 1592; reuniu um sínodo diocesano em 1591 para aprovar as Constituições do Bispado, elaboradas por ele depois do concílio de Trento e, em 1592, também mandava editar o Regimento dos Oficiais do Auditório Eclesiástico do Bispado de Coimbra; mandou levantar a nova sacristia da hoje Sé Velha, entre 1590 e 1594; benzeu a primeira pedra para o Colégio de S. Agostinho, em 1593; mandou fazer grandes obras no convento de Celas, incluindo o Coro da igreja em 1594-1620; lançou a primeira pedra para a igreja do Colégio dos Jesuítas em 1598, ao qual haveria de legar grande parte do seu património móvel; mandou edificar o convento de Santana, para Cónegas Regrantes e Eremitas de Santo Agostinho, que segundo inscrição no portal, o padroeiro e defensor do Convento era D. Duarte de Castelo Branco (c. 1540-1618), com uma renda anual de 500 cruzados, meirinho-mor do Reino desde 1558, conde do Sabugal, em 1582, e primo de D. Afonso de Castelo Branco, tendo a primeira pedra sido lançada em 23 de julho de 1600 e estava pronto em 1609; patrocinou a fundação do Colégio dos Marianos, em 1606; foi Vice-Rei de Portugal desde 22 de agosto de 1603 a 26 de dezembro de 1604, com pequeno interregno no início desse último ano. Foi um Bispo muito esmoler e deixou vários legados ao Hospital, à Misericórdia e à Câmara Municipal. Grande proprietário na área da Anadia, mandou levantar o Paço de Óis do Bairro, por 1600, herdado depois pelos Castelo Branco, que tinham capela na matriz de Santo André de Óis do Bairro. Morreu em Coimbra a 12 de maio de 1615, tendo sido sepultado na capela-mor do convento de Santana de Coimbra, por seu desejo e que, com a demolição do mesmo, foi a sua laje tumular transferida, em 1908, para a antiga capela de Santa Catarina dos claustros da Sé Velha dessa cidade.