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Arquipelago de Origem:
Curral das Freiras
Data da Peça:
2017-04-15
Data de Publicação:
17/01/2021
Autor:
Associação Refúgio da Freira do Curral das Freiras
Chegada ao Arquipélago:
2021-01-17
Proprietário da Peça:
Associação Refúgio da Freira do Curral das Freiras
Proprietário da Imagem:
Privado
Autor da Imagem:
Privado
Lagar de fuso e vara do Mega Presépio do Curral das Freiras, dezembro de 2020, Curral das Freiras, ilha da Madeira

Categorias
    Descrição
    Lagar de fuso e vara do Mega Presépio do Curral das Freiras.
    Fotografia de 15 de dezembro de 2020.
    Associação Refúgio da Freira do Curral das Freiras, Câmara de Lobos, ilha da Madeira.

    A freguesia do Curral das Freiras, no concelho de Câmara de Lobos, apresenta-se anualmente como “Aldeia de Natal”, onde se destaca um mega-presépio, que é visitado por milhares de madeirenses e turistas. “É um presépio que leva cerca de mês e meio a ser feito e, mais do que a representação do nascimento de Jesus, é um roteiro pelos usos, costumes e tradições da população do Curral das Freiras”, explicou na comunicação social o presidente da associação Refúgio da Freira, Anacleto Camacho, responsável pela montagem da estrutura. O presépio, cuja primeira edição data de 2002, afirmou-se ao longo dos anos como o maior cartaz de Natal do concelho de Câmara de Lobos, tendo sido visitado por mais de 43 mil pessoas no ano passado.
    A associação Refúgio da Freira [a designação evoca o nome da freguesia e a ave marinha endémica chamada freira-da-Madeira que nidifica nas montanhas ao redor] usou 350 quilos de papel e 700 paletes de madeira na montagem, ocupando por completo um parque de estacionamento coberto no centro da freguesia, uma das mais pitorescas e visitadas por turistas na ilha da Madeira.
    O visitante é conduzido através dum percurso sinuoso, como se estivesse no interior duma gruta, deparando-se com representações em miniatura de atividades típicas da localidade, algumas já inexistentes, como os carvoeiros, as tosquias, a apanha de urze, o cultivo do trigo, as visitas do Espírito Santo, o manuseamento do vime, a matança do porco, a celebração dum arraial. Indo por um chão coberto de folhas de castanheiro (a castanha é uma das principais produções agrícolas da freguesia), o visitante passa também por uma casa típica, onde não falta a tradicional lapinha madeirense ou melhor escadinha madeirense: três degraus de madeira (simbolizam o “Pai”, o “Filho” e o “Espírito Santo”), ornamentados com vasos de trigo, alegra campo, fruta da época e, no topo, uma imagem do Menino Jesus.