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Arquipelago de Origem:
Freguesia da Sé (Funchal)
Data da Peça:
1903-03-10
Data de Publicação:
03/08/2022
Autor:
Joaquim Augusto de Sousa
Chegada ao Arquipélago:
2022-08-03
Proprietário da Peça:
Museu de Fotografia da Madeira, ABM
Proprietário da Imagem:
ABM/ARM
Autor da Imagem:
ABM/ARM
Josefina Ribeiro da Cunha nas escadas de São Lourenço na visita de Joseph Chamberlain, Funchal, 10 de março de 1903, ilha da Madeira

Categorias
    Descrição
    Josefina Ribeiro da Cunha nas escadas de São Lourenço na visita de Joseph Chamberlain
    (1864-1919) e (1836-1914)
    Fotografia de Joaquim Augusto de Sousa (1853-1905), 10 de março de 1903
    Visita do ministro das colónias inglesas (mais corretamente, secretário de Estado) na segunda vigência de José Ribeiro da Cunha (II) (1854-1915) como governador civil do Funchal.
    Museu de Fotografia da Madeira, AV, inv. JAS/47, ilha da Madeira.

    José Ribeiro da Cunha (II) (1854-1915). Nascido na área de Algés a 5 de dezembro de 1854, era filho do importante financeiro também José Ribeiro da Cunha (1813-1883), que tinha feito fortuna na exploração do contrato de tabaco e, entre 1871 e 1877, levantou um palacete na área da Patriarcal Queimada, hoje Largo Príncipe Real, nos finais do século passado sede da reitoria da Universidade Nova de Lisboa. O filho, bacharel em direito pela Universidade de Coimbra, tendo casado no Funchal com Josefina de Ornelas e Vasconcelos de Castelo Branco Manoel (1864-1919), filha do 2.º Barão de São Pedro (1837-1911) , quadro superior do Ministério dos Negócios Estrangeiros, o sogro chamou-o à carreira diplomática, sendo governador civil do Funchal com o gabinete Regenerador Hintze-Franco (1849-1907) e (1855-1929), entre 9 de abril de 1896 e 4 de fevereiro de 1897. Ribeiro da Cunha secretariou depois a delegação portuguesa à Conferência de Paz de Haia, em 1899, que integrava o conselheiro Agostinho de Ornelas de Vasconcelos (1836-1901) e o filho Aires de Ornelas (1866-1930) , sendo colocado à última hora, de novo, como governador do Funchal para receber a Visita Régia de junho de 1901. Voltaria a ocupar o lugar em 1906 e, ainda em 1910, estando em São Lourenço quando se deu a aclamação da República, sendo assim o único que ocupou este lugar por quatro vezes. Viria a falecer, em Lisboa, a 14 de maio de 1915, atingido por estilhaços de uma granada lançada contra a sua residência no Alto de Santa Catarina.