
O co-autor na apresentação do livro ‘Presos Políticos do Estado Novo na Madeira’ João Lizardo, advogado no Funchal e doutorado em Arqueologia pela FCSH da Universidade de Lisboa não deixou de frisar tratar-se de uma obra pioneira em Portugal, porque aborda a generalidade da população. “Acho que este trabalho será provavelmente o primeiro em Portugal a respeito dos presos políticos na generalidade da população”. Ao DIÁRIO, editor do ‘projecto de investigação’ que durou dois anos, João Lizardo, que escreveu o livro em conjunto com o jornalista Élvio Passos, admitiu que espera que depois deste lançamento “surjam mais contributos, mais dados e as pessoas abram-se mais às memórias, para que seja possível aumentar e melhorar o que foi feito”. Os autores analisaram mais de 100 mil documentos, e revelam a “existência de mais de 1800 presos políticos” na ilha da Madeira, até ao 25 de Abril de 1974.