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Arquipelago de Origem:
Flandres
Data da Peça:
1500-00-00
Data de Publicação:
01/04/2021
Autor:
Seguidor de Rogier van der Weiden
Chegada ao Arquipélago:
2021-04-01
Proprietário da Peça:
J. Paul Getty Museum, Malibu
Proprietário da Imagem:
Privado
Autor da Imagem:
Privado
Isabel de Portugal, duquesa da Borgonha, cópia de 1500 (c.) de óleo de Rogier van der Weyden, 1440 (c.), J. Paul Getty Museum, Malibu, Califórnia, EUA

Categorias
    Descrição
    Isabel de Portugal, duquesa da Borgonha
    (1397; 1471).
    Óleo sobre madeira, 47 x 38 cm
    Original de Rogier van der Weyden (1400; 1464), 1440 (c.).
    Cópia de 1500 (c.).
    J. Paul Getty Museum, Malibu, Califórnia, EUA.

    Isabel de Portugal (Évora, 21 fev. 1397; Dijon, 17 dez. 1471) foi a única filha de João I de Portugal e de sua mulher, D. Filipa de Lencastre, nascendo em Évora e tendo passado a sua juventude na corte em Lisboa. Em 1430, casou-se com Filipe III, o Bom (1396; 1477), duque da Borgonha, com quem teve 3 filhos, António e José, que faleceram durante a infância e Carlos, o Temerário, nascido em 10 nov. 1433 e que haveria de sitiar Paris. A duquesa Isabel de Portugal era uma mulher muito refinada e inteligente, que gostava de se rodear por artistas e poetas e foi uma protectora das artes, tendo sido pintada, ainda em Lisboa, por Jan van Eyck, mas trabalho que se perdeu. Também na política, exerceu a sua influência sobre o seu filho e, em especial, sobre o seu marido, que representou em várias missões diplomáticas, estendendo a sua influência a Portugal. Enviou assim povoadores para as Ilhas Atlânticas e uma embaixada a Lisboa, quando soube do quase assassinato do seu irmão D. Pedro, na batalha da Alfarrobeira.
    Rogier van der Weyden (Weyden, 1399-1400; Bruxelas, 1464), foi um dos mais notáveis e importantes pintores góticos flamengos. Chamando-se, Rogier de la Pature, ao ser proclamado pintor oficial da cidade de Bruxelas adotou o nome de Rogier van der Weyden, que era, notoriamente, um nome flamengo. Discípulo de Robert Campin (1375-1444), partiu, entretanto, para Itália em 1450, trabalhando em Roma e Ferrara, embora tenha querido voltar a Bruxelas no final da vida. Os seus trabalhos influenciaram decididamente toda a pintura do seu tempo, quer na Flandres, quer em Itália.