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Arquipelago de Origem:
Guiné - Bissau
Data da Peça:
1950-00-00
Data de Publicação:
27/06/2025
Autor:
Escultor Bijagó
Chegada ao Arquipélago:
2025-06-27
Proprietário da Peça:
Privado
Proprietário da Imagem:
Zemanek Münster 2019
Autor da Imagem:
Zemanek Münster 2019
"Iran" Bijagó do leilão Zemanek-Münster de março de 2019, trabalho de 1950 (c.), Guiné-Bissau

Categorias
    Descrição
    "Iran" Bijagó em "Colon style".
    Seated male figure "iran" in colon style, Guinea-Bissau, Bissagos Islands, Bidjogo. ID: 3045423
    Figura de ancestral masculino Bijagó, dado como o grande Irã ou Iran (Grande Espírito), com feições europeias e chapéu, mas nu e com relicário corâmico ao pescoço, do género de escapulário em couro entrançado utilizado pelos fulas e mandingas islamizados.
    Madeira entalhada e patinada, 36 cm.
    Escultor Bijagó, 1950 (c.), Guiné-Bissau.
    Fotografia de 22 de janeiro de 2019.
    Leilão Zemanek-Münster, 91th Tribal Art Auction, 9 de março de 2019, lote 94, Munique, Alemanha.

    Wood, colour pigments, The deity is depicted in anthropomorphic shape, in characteristic form, seated, with the hands resting on the curved rims of the seat.
    Objeto cultual, de que o mais antigo recolhido parece ser o da Museu da Sociedade de Geografia de Lisboa, de 1880 (c.), que contém energia sagrada e ao qual toda a aldeia presta homenagem. Aparece também referido como o “Remédio do Espírito”, que serve de intermediário entre os vivos e os seus antepassados. Os Irãs Grandes, chamados Irãs do Chão, são os mais poderosos da tabanca. Para além da forma humana, eles podem assumir outras formas. Em princípio, os Irãs Grandes devem estar na chamada «baloba dos defuntos», que é o santuário das mulheres; mas, devido aos frequentes roubos das representações, atualmente estes Irãs são colocados nas casas dos régulos, onde estão em maior segurança.