Image
Arquipelago de Origem:
Sintra
Data da Peça:
1992-00-00
Data de Publicação:
14/01/2024
Autor:
Câmara Municipal de Sintra
Chegada ao Arquipélago:
2024-01-14
Proprietário da Peça:
Museu Ferreira de Castro
Proprietário da Imagem:
Museu Ferreira de Castro
Autor da Imagem:
Câmara Municipal de Sintra
Interior do Museu Ferreira de Castro, campanha de 1992 e seguintes, Sintra, Portugal.

Categorias
    Descrição
    Interior do Museu Ferreira de Castro,
    (1898-1974)
    Obras maduras.
    Câmara Municipal de Sintra, campanha de 1992 e seguintes.
    Museu Ferreira de Castro, Largo Dr. Virgílio Horta, Sintra, Portugal.

    José Maria Ferreira de Castro (Ossela, Oliveira dos Azeméis, 24 maio 1898; Porto, 29 jun. 1974). Filho de camponeses de poucas posses, ficou órfão de pai com oito anos e, com 12 anos, resolveu emigrar para o Brasil, para onde embarcou, em janeiro de 1911, começando logo a trabalhar e, ao mesmo tempo, a escrever. Mudou-se, entretanto, para o interior, trabalhando na selva amazónica como seringueiro, durante quase quatro anos. Em 1919 regressou a Portugal, colaborando em várias redações de periódicos de Lisboa e publicando os seus primeiros livros, mas de reduzido sucesso. Em 1927 juntou-se com a também escritora Diana de Liz (Maria Eugénia Haas da Costa Ramos, 1892-1930), mais velha que ele e defensora da emancipação feminina. Pouco depois lança o romance Emigrantes (1928), que o projetam já mesmo internacionalmente e, em seguida, A Selva (1930), que dedica à sua companheira e que se torna num incondicional sucesso. Nesse ano, no entanto, precocemente, falece Diana de Liz, o que o afeta profundamente, retirando-se para a ilha da Madeira. Em 1933, Ferreira de Castro, apresenta o seu nome romance Eternidade, uma vez mais e de certa forma, autobiográfico, onde escreve, referindo-se ao café Golden Gate: “Aquele ângulo do Funchal era entre as esquinas do Mundo, dos mais dobrados pelo espírito cosmopolita do século”, transcrição inaugurada com medalhão de bronze do autor, em 2001, trabalho do escultor Ricardo Velosa (1947-). Escritor muito prolífero, sempre muito ligado ao realismo social, que o aproxima dos neorrealistas, manterá durante toda a vida uma especial relação com a ilha da Madeira. Faleceu, entretanto, no Porto, mas pedindo para ser enterrado em Sintra, onde fundou um museu com o seu nome e espólio.