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Arquipelago de Origem:
São Pedro (Funchal)
Data da Peça:
2021-11-16
Data de Publicação:
19/11/2021
Autor:
António Aragão
Chegada ao Arquipélago:
2021-11-19
Proprietário da Peça:
Museu Quinta das Cruzes
Proprietário da Imagem:
Diário de Notícias
Autor da Imagem:
Diário de Notícias
Inauguração da exposição Olhar(es) Sobre a Ilha no Museu Quinta das Cruzes, 16 de novembro de 2021, Funchal, ilha da Madeira

Categorias
    Descrição
    Inauguração da exposição Olhar(es) Sobre a Ilha
    Comemorações do nascimento de António Aragão (1921-2008).
    Com Teresa Pais e José Eduardo Jesus. 
    Museu Quinta das Cruzes, fotografia Diário de Notícias, 16 de novembro de 2021.
    Calçada do Pico, Funchal, ilha da Madeira.

    Olhar(es) Sobre a Ilha” ficará patente no Museu Quinta das Cruzes até ao dia 26 de fevereiro de 2022. A mostra inclui quatro desenhos aguarelados da autoria de António Aragão: ‘Procissão’, ‘Peixeiros’, ‘Homens de Carga’ e ‘Borracheiros’, datados de 1965, e adquiridos pela então Junta Geral do Distrito Autónomo do Funchal, em 1966, e que integraram a exposição “Aguarelas de Costumes da Madeira”, realizada em 1983 no átrio do Teatro Municipal Baltazar Dias, no Funchal. A exposição dá também a conhecer desenhos e aguarelas de usos e costumes de uma Madeira antiga, sob diferentes perspetivas e olhares de artistas, separados por um século, já que são ali postas em confronto a visão romântica do século XIX, de Emily Geneviève Smith (1817-1877), com a visão vanguardista do século XX e de António Aragão, complementada com um apontamento escultórico ‘Borracheiro’, de autoria de Francisco Franco (1885-1955).
    António Manuel de Sousa Aragão Mendes Correia (São Vicente, ilha da Madeira, 22 set. 1921; Funchal, 11 ago. 2008). Filho de Henrique Agostinho Aragão Mendes Correia e de Maria José de Sousa, frequentou o Liceu Jaime Moniz, a Escola Superior de Belas Artes e licenciou-se em Ciências Históricas-Filosóficas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, tendo, em 1960, estagiado em Paris e Roma, onde frequentou ateliers de restauro. Em 1946, António Aragão ganhara o 2º prémio dos Jogos Florais da Madeira com o poema: "Presentemente", tendo depois integrado com outros autores o grupo português de poesia experimental, a partir da década de 60 e, desde muito novo, se dedicou também à pintura. Desde 1972 e até à década de 80 foi diretor do Arquivo Regional da Madeira, anteriormente designado Arquivo Distrital do Funchal, fazendo também parte da comissão diretiva do Museu da Quinta das Cruzes e sido professor da cadeira de História da Arte na Academia de Música e Belas-Artes da Madeira, mas o que deve ter sido pontual. Deixou interessante obra pública escultórica na Madeira e no Porto Santo, ilustrou a obra Canhenhos da Ilha, de Horácio Bento Gouveia (1901-1983), 1966 e deixou ainda obra historiográfica, com especial referência para o Funchal.